"A Renamo não tem nada a ver com o que está a acontecer [no Centro do país] e lamentamos que o porta-voz da Polícia da República de Moçambique apareça em público a acusar a Renamo de forma irresponsável e caluniosa", afirmou o porta-voz do principal partido da oposição, José Manteigas, falando hoje em conferência de imprensa.

José Manteigas declarou que as forças residuais do braço armado do partido estão na Gorongosa no âmbito do processo de Desmobilização, Desarmamento e Reintegração (DDR) enquadrado no Acordo de Paz e Reconciliação Nacional assinado com o Governo a 06 de agosto.

O comando-geral da polícia de Moçambique acusou na quarta-feira homens armados da Renamo de serem os autores de ataques no Centro do país que já mataram oito pessoas desde agosto.

"Para as forças de defesa e segurança, são homens armados da Renamo [os autores dos ataques]", declarou Orlando Modumane, porta-voz do comando-geral da polícia, em conferência de imprensa.

Na semana passada, um ataque a um posto policial em Metuchira, distrito de Nhamatanda, Centro de Moçambique, provocou a morte de um agente daquela força de segurança.

Semanas antes, na mesma região, houve ataques a veículos na Estrada Nacional Número 1 e na Estrada Nacional Número 6, provocando a morte de várias pessoas.

O mesmo tipo de violência naquela região aconteceu em 2015, em período pós-eleitoral, quando Afonso Dhlakama (antigo líder da Renamo) rejeitou a vitória da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) mas negando o envolvimento nos confrontos.

A zona Centro do país foi historicamente reduto da Renamo e palco de confrontação armada com as forças governamentais até dezembro de 2016, altura em que as armas se calaram, tendo a paz sido selada num acordo subscrito em 06 de agosto passado.

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