O Governo vai apresentar até ao final de julho a auditoria aos apoios para enfrentar os ciclones Idai e Kenneth, em 2019, disse esta sexta-feira à agência Lusa fonte estatal.

Francisco Pereira, diretor do Gabinete de Reconstrução Pós-Ciclone Idai, afirmou que a "complexidade" da realização da auditoria ditou que os resultados ainda não tenham sido publicados.

No último mês, o ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, João Machatine, prometeu no parlamento que a divulgação dos resultados da auditoria deveria acontecer entre maio e junho.

"Os resultados da auditoria serão divulgados agora no mês de maio e em junho", afirmou o governante, na Assembleia da República, numa sessão de respostas do Governo a questões colocadas pelos deputados.

Nova auditoria planeada

Uma segunda auditoria às contas do apoio internacional e nacional vai decorrer entre julho e dezembro, acrescentou o governante.

"Como podem calcular, é também do interesse do Governo que haja mais transparência naquilo que é a utilização destes recursos", frisou Machatine.

Falando à Lusa, o diretor do Gabinete de Reconstrução Pós-Ciclone Idai avançou que a necessidade de conciliação e apresentação de suportes documentais de despesas realizadas com os recursos resultantes do apoio às vítimas dos ciclones torna a auditoria mais exigente.

Francisco Pereira adiantou que o trabalho está a cargo de uma firma de auditoria internacional.

Nas respostas aos deputados, em maio, o ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos disse que apenas foram assinados acordos de desembolso no valor de 706, 5 milhões de dólares (651,4 milhões de euros), dos 1,4 mil milhões de dólares (1,2 mil milhões de euros) que foram prometidos numa conferência de doadores para a reconstrução das infraestruturas destruídas pelos ciclones, consoante os projetos que fossem apresentados.

O Idai atingiu o centro de Moçambique em março do último ano, provocou 603 mortos e a cidade da Beira, uma das principais do país, foi severamente afetada. O ciclone Kenneth causou destruição em Cabo Delgado e Nampula no mês de abril de 2019 e fez 45 mortos.

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