De acordo com esta organização não-governamental (ONG) moçambicana, a maioria dos postos de recenseamento abriu às 08:00, um atraso de uma hora em relação à hora oficial e que aquela ONG considera "aceitável".

"Pelo menos 25% dos postos de recenseamento não havia aberto até às 09:00 ou pararam de funcionar neste período", lê-se no texto do CIP.

A situação deve-se à falta de eletricidade, baterias de computador sem carga ou problemas com painéis solares, explica ainda aquela ONG.

Em alguns locais, o início do recenseamento atrasou por até duas horas, devido ao atraso dos dirigentes na chegada ao locais, para proceder à abertura formal.

Noutros postos de recenseamento, o arranque demorou porque o diretor da escola não chegou com a chave para abrir a sala de aula que a brigada devia usar.

O Secretariado Técnico de Administração Eleitoral de Moçambique (STAE) espera o registo de sete milhões de novos eleitores, totalizando 14.166.318 votantes para as eleições gerais.

O recenseamento que hoje se iniciou está reservado aos eleitores que não se inscreveram para as eleições autárquicas do ano passado, por viverem fora de zonas municipalizadas, aos cidadãos que completam 18 anos e aos eleitores que tenham perdido o cartão.

O censo vai durar 45 dias e está orçado em quatro mil milhões de meticais (55 milhões de euros).

As eleições gerais de 15 de outubro vão compreender as presidenciais, legislativas e provinciais, que, pela primeira vez, vão eleger governadores das províncias contra o atual modelo de nomeação.

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