Até os nigerianos já estão envolvidos nas acusações de partidos guineenses.

As suspeitas continuam a pontuar o recenseamento eleitoral na Guiné-Bissau.

Três técnicos nigerianos que chegaram a Bissau para prestar ajuda aos agentes locais de administração eleitoral, foram literalmente corridos, na quarta-feira à noite, das instalações do Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (Gtape).

Os nigerianos são técnicos da empresa que tem fornecido assistência a Bissau na preparação das eleições e foram chamados pelo Gtape para ajudarem no trabalho de sincronização da base de dados do recenseamento.

A polícia agiu a mando do Ministerio Público. Os técnicos nigerianos estão neste momento retidos no hotel, já que os seus passaportes foram confiscados pela justiça guineense.

O presidente do Parlamento, Cipriano Cassamá quer um debate de urgência sobre o assunto. O primeiro-ministro, Aristides Gomes, apanhado de surpresa, desdobra-se em contactos para perceber o que se passa.

Tudo isso acontece no mesmo dia em que mais três técnicos do Gtape foram ouvidos no Ministerio Público, desta vez na qualidade de testemunhas. Entre os técnicos chamados à Procuradoria está o director interino do Gtape, Cristiano Na Betam.

Há suspeitas de manipulação de dados do recenseamento em conluio com os nigerianos. A suspeita foi lançada por um grupo de partidos políticos guineenses, daí a actuação do Ministério Público.

Com a colaboração de Mussa Balde, Bissau, RFI