O filho do opositor histórico Etienne Tshisekedi consegue o que o pai nunca antes conseguira: chegar ao poder em Kinshasa !

E isto ao obter 38,5% dos votos, contra 34, 8% para Martin Fayulu, principal candidato da oposição, que contestou imediatamente os resultados pondo em causa as máquinas de votação.

O candidato do poder, Emmanuel Shadary, ficou-se pelo terceiro lugar com 23,8% dos votos. E isto porque o presidente cessante, Joseph Kabila, segundo a constituição, não se podia voltar a candidatar.

Os resultados provisórios foram decretados na noite de quarta para quinta-feira pela Comissão de eleições.

O ministro francês dos negócios estrangeiros, Jean Yves Le Drian, exprimira as suas dúvidas quanto aos resultados proclamados.

Num comentário a essa posição da França Lambert Mende, porta-voz do candidato no poder, denunciou a “interferência externa” de Paris que qualificou de “presunção”, rematando que a RDC não faz parte da França.