A Procuradoria do Tribunal Penal Internacional (TPI), sedeado em Haia, na Holanda, acusou nesta quinta-feira (19.09), Patrice-Edouard Ngaïssona e Alfred Yekatom de envolvimento em homicídios, perseguição, tortura e recurso a crianças-soldado quando lideravam milícias anti-Balaka, entre 2013 e 2014.

Ngaïssona, antigo presidente da Federação de Futebol da República Centro-Africana e ex-ministro dos Desportos, e Yekatom, deputado, foram acusados pela procuradoria de incentivarem uma "campanha de violência e de terror". Ngaïssona enfrenta 111 acusações e foi detido em França em 2018, depois do TPI emitir um mandado de detenção. Yekatom enfrenta 21 acusações.

Arguidos rejeitam acusações

A República Centro-Africana mergulhou no caos e na violência em 2013. Milhares de pessoas morreram e centenas de milhares foram obrigados a fugir do conflito, depois do antigo Presidente François Bozizé ser derrubado por grupos armados coligados na Séléka, suscitando a oposição das milícias anti-Balaka.

Segundo o procurador Kwezu Vanderpuye, "no exílio, o sr. Ngaïssona e outros membros próximos de Bozizé usaram estes grupos", que "exploraram a vingança e ódio sentidos pelas pessoas para criarem uma força de luta formidável que poderia derrotar os Séléka, abrindo caminho para que recuperassem o poder".

Os arguidos rejeitaram todas as acusações proferidas no tribunal. Mylene Dimitri, advogada de defesa de Yekatom, denunciou que os procuradores estão a conservar provas e o deputado "está a defender-se no escuro".

por: bd, Agência Lusa

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