“Os polícias estão afetos à subunidade de intervenção rápida de Gaza, em serviço no Grupo de Operações Especiais […] todos identificados no auto”, disse Orlando Mudumane, porta-voz da PRM numa declaração à imprensa.

O homicídio terá sido perpetrado por um grupo de quatro agentes e um civil, referiu, sem adiantar as possíveis motivações.

O comandante-geral da PRM suspendeu os comandantes da subunidade de Intervenção Rápida e da Companhia do Grupo de Operações Especiais, em Gaza, acrescentou.

A polícia criou ainda uma comissão de inquérito para, no prazo, de 15 dias “apresentar um relatório pormenorizado sobre o facto”.

Os jornalistas não puderam colocar questões a Orlando Mudumane, que não se pronunciou sobre a informação de que o carro em que seguiam os cinco suspeitos se despistou pouco depois dos disparos e que dois deles morreram – segundo escreve o boletim de observação da ONG Centro de Integridade Pública (CIP).

Anastácio Matável foi baleado mortalmente por um grupo que o perseguiu, na segunda-feira, quando conduzia a sua viatura.

A Sala da Paz, organização para a qual realizava observação eleitoral, classificou o ato como “bárbaro” e apelou às “autoridades competentes para uma investigação apurada com vista a encontrarem-se os autores do crime”.

O mesmo apelo foi hoje feito pela missão de observação eleitoral da União Europeia (UE) em Moçambique, que pediu ainda aos líderes político-partidários que tomem medidas para conter a violência crescente na campanha eleitoral moçambicana.

Entre acidentes e outros casos por esclarecer, já morreram 38 pessoas desde o início da campanha, em 31 de agosto, segundo contas feitas pela rede de observadores do CIP.

Nas eleições gerais de 15 de outubro, 12,9 milhões de eleitores moçambicanos vão escolher o Presidente da República, dez assembleias provinciais e respetivos governadores, bem como 250 deputados da Assembleia da República.

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