“As infraestruturas de proteção costeira devem ser reconstruídas, devem estar estabilizadas para que de facto haja confiança para qualquer investidor que chegue à Beira”, referiu o autarca.

Cidade costeira, construída sobre terrenos roubados a pântanos, ligeiramente abaixo do nível das águas do mar, a cidade depende do areal para estar separada das marés, mas parte das barreiras em pedra foram destruídas pelo ciclone Idai.

Um passeio pelo bairro da Praia Nova revela o grau de destruição.

As estruturas que se prolongam mar adentro, protegendo o areal da ondulação, foram quebradas em vários pontos.

Noutros locais da praia são velhas embarcações enferrujadas que servem de barreira, mas este cenário pode mudar.

“Há cerca de 65 milhões de euros disponíveis”, através de doadores internacionais, para a obra de reposição da proteção costeira arrancar a meio deste ano, referiu o autarca.

“Porque é esta uma prioridade? Porque senão a cidade pode ser invadida e desencorajar investimento”, sublinhou.

A segunda prioridade é a expansão do sistema de drenagem, com a construção de uma segunda bacia de retenção destinada a evitar inundações em vários bairros.

Daviz Simango referiu à Lusa que o último ano serviu para dar assistência de emergência à população, fazer levantamentos e reunir doadores, para agora arrancarem as obras de grande dimensão.

Em 2021, já deverão existir várias para ver, concluiu.

A atual época das chuvas em Moçambique, de outubro a abril, já matou 54 pessoas e afetou cerca de 65 mil, muitas com habitações inundadas, segundo dados do INGC.

O período chuvoso de 2018/2019 foi dos mais severos de que há memória: 714 pessoas morreram, incluindo 648 vítimas de dois ciclones (Idai e Kenneth) que se abateram sobre Moçambique.

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