Numa conversa telefónica realizada hoje por iniciativa francesa, Emmanuel Macron e Vladimir Putin “sublinharam que o acordo é um facto importante para a segurança no Médio Oriente e assegurar o regime de não-proliferação nuclear”.

Os dois presidentes concordaram na importância de “consolidar esforços de todos os Estados interessados na preservação da totalidade do acordo” concluído em 2015.

O acordo de 2015, concluído após vários anos de esforços diplomáticos e assinado entre Teerão e o chamado grupo dos Seis (Estados Unidos, China, Rússia, França, Reino Unido e Alemanha), prevê uma limitação do programa nuclear iraniano em troca do levantamento das sanções internacionais contra o país.

No entanto, em maio de 2018, os Estados Unidos decidiram retirar-se unilateralmente do acordo e restabeleceram sanções punitivas contra o Irão, impedindo a recuperação económica pretendida por Teerão.

Um ano depois, em maio deste ano, e após ter aguardado sem sucesso que as outras partes do acordo ajudassem o país a contornar as novas sanções norte-americanas, o Irão anunciou que ia alterar progressivamente alguns dos compromissos assumidos.

No início deste mês, Teerão anunciou o aumento do limite imposto às suas reservas de urânio enriquecido para 4,5%, e que ultrapassa o máximo autorizado pelo acordo (3,67%).

Os chefes de Estados francês e russo abordaram também o conflito na Síria e Macron aceitou o convite de Vladimir Putin para estar em Moscovo em 09 de maio próximo e assistir às comemorações do 75.º aniversário da derrota da Alemanha nazi na II Guerra Mundial, adiantou o Kremlin.

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