Entretanto, ao contrário do que era esperado, o Parlamento aprovou a discussáo do Programa do Governo de Nuno Nabian durante esta sessão.

No seu discurso de abertura da sessão parlamentar, a primeira em meses, Cassamá lembrou que a sessão “não é para fazer demonstração de que lado está a maioria parlamentar, mas neste sentido cabe ao Presidente da República proceder à leitura do resultado das legislativas de 10 de março e nomear um novo primeiro-ministro indicado pelo partido vencedor das últimas legislativas”.

A bancada do PAIGC, partido que venceu por maioria simples as legislativas de 2019, evocou razões de segurança para não estar presente na sessão, tendo comparecido apenas cincos dos seus deputados.

Esses deputados contrariaram orientações do partido para não particpar na reunião e ainda votaram a favor da inclusão na agenda da discussão do programa do Governo de Nuno Nabian, também contra a decisão da bancada da maioria, que tinha deixado o assunto de fora da agenda na reunião de líderes de há duas semanas.

A inclusão da discussão foi aprovada por 54 deputados num universo de 102 deputados, dos quais quatro do PAIGC, um do Partido da Nova Democracia, um da Assembleia do Povo-Unido Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), 27 do Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15), e 21 do Partido de Renovação Social (PRS).

A apresentação, discussão e aprovação do Programa do Governo começou na tarde desta segunda-feira.

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