“Entendemos que com o acordo alcançado, está aberto o caminho para uma paz duradoura no país”, declarou Verónica Macamo, em declarações aos jornalistas em Maputo.

Macamo assinalou que o país deve empenhar-se no cumprimento do acordo, destacando a necessidade do desarmamento do braço militar da Renamo para a manutenção da estabilidade no país.

“Não basta só assinar acordos, é necessário implementar, mas acredito que os aspetos sobre a desmobilização e integração nas várias entidades do Estado do braço armado da Renamo é um bom caminho para que tenha paz efetiva”, acrescentou.

Na segunda-feira, o chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, e o coordenador interino da Renamo assinaram um memorando sobre a desmilitarização do braço armado do principal partido da oposição.

Na sua declaração à nação na segunda-feira, o Presidente moçambicano disse que dentro de dias serão anunciados os passos seguintes no processo, mas sem avançar detalhes.

Além do desarmamento e integração dos homens do braço armado do maior partido de oposição nas forças armadas e na polícia, a agenda negocial entre o Governo moçambicano e a Renamo envolvia também a descentralização de poder, ponto que já foi ultrapassado com uma revisão da Constituição em julho.