"Já está a ficar tarde para cuidar deste assunto. Se preciso, voltem à preparação", disse o chefe de Estado moçambicano, falando diante de oficiais do Exército que o foram saudar na Presidência da República, no âmbito da 55.ª aniversário das Forças Armadas de Moçambique, que se assinalam na quarta-feira.

Para Filipe Nyusi, é importante que se evite a politização da situação, que exige competência e dedicação por parte do Exército.

"Os comandantes devem estar no seu lugar. Não politizemos as Forças Armada, distribuindo cargos. Temos de agir com base na competência", frisou o chefe de Estado.

Filipe Nyusi exigiu ainda concentração das Forças Armadas moçambicanas.

"Concentrem-se na vossa tarefa, principalmente quando o povo está sob uma ameaça", concluiu o Presidente.

A província de Cabo Delgado, palco de uma intensa atividade de multinacionais petrolíferas que se preparam para extrair gás natural, tem sido alvo de ataques de homens armados desconhecidos desde outubro de 2017.

Os ataques já causaram a morte de mais de 200 pessoas, entre residentes, supostos agressores e elementos das forças de segurança, segundo dados recolhidos pela Lusa.

O Estado Islâmico tem anunciado desde junho estar associado a alguns destes ataques, mas autoridades e analistas ouvidos pela Lusa têm considerado pouco credível que haja um envolvimento genuíno do grupo terrorista 'jihadista' nos ataques, que vá além de algum contacto com movimentos no terreno.

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