Filipe Nyusi fez o apelo, numa comunicação à nação, por ocasião da passagem do 46.º aniversário da assinatura dos Acordos de Lusaka, rubricados a 07 de setembro de 1974 pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) e pelo Governo português e que estabeleceram as condições para a declaração da independência de Moçambique, a 25 de junho de 1975.

Nyusi defendeu que os membros da autointitulada Junta Militar da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) devem aderir ao processo em curso do DDR e cessar os ataques que protagonizam na região centro do país.

"É melhor saírem para se entregarem, não gostamos de andar em guerra e a caçarmo-nos como se fossemos animais", afirmou o Presidente moçambicano.

A autodenominada Junta Militar da Renamo deve reconsiderar a sua atuação e cessar os ataques contra alvos civis e das Forças de Defesa e Segurança, porque são uma ameaça ao Acordo de Paz e Reconciliação Nacional, acrescentou.

Filipe Nyusi apelou à direção e aos membros da Renamo para persuadirem o líder da junta, o general Mariano Nhongo, a renunciar à violência e a respeitar o Acordo de Paz e Reconciliação Nacional.

"Nem todos estão satisfeitos com os procedimentos que estão a ser seguidos no âmbito do acordo, mas não enveredam pelas armas", referiu Filipe Nyusi.

No último sábado, um total de 140 guerrilheiras da Renamo foram desmobilizadas numa antiga base militar em Vunduzi, no âmbito do acordo de paz entre o Governo e o principal partido da oposição em Moçambique.

"Nós, os moçambicanos, mais uma vez estamos a provar ao mundo inteiro que o papel da mulher nos processos de desenvolvimento, sociais, políticos e económicos é fundamental", disse o chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, durante a cerimónia do DDR daquele grupo em Vunduzi, nas encostas da serra da Gorongosa, na província de Sofala, centro do país.

Com estas 140 guerrilheiras, o número total de abrangidos pelo processo de DDR, que resulta do acordo de paz entre o Governo moçambicano e a Renamo, passou para 1.075.

Depois de um arranque simbólico no ano passado, o DDR esteve paralisado durante vários meses, tendo sido retomado em 04 de junho. Vai envolver 5.000 membros do braço armado do maior partido da oposição.

Apesar de progressos registados no processo, que teve como principal marco a assinatura do Acordo de Paz e Reconciliação Nacional em agosto do último ano, a autoproclamada Junta Militar contesta a liderança do partido e o acordo de paz, sendo acusada de protagonizar ataques visando forças de segurança e civis em aldeias e nalguns troços de estradas da região centro do país.

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