“O comportamento dos novos opressores pôs em causa a unidade nacional e a construção de um Estado de direito e democrático”, disse Ossufo Momade, numa comunicação à nação por ocasião do 45.º aniversário da independência nacional, que se assinala na quinta-feira.

O líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) afirmou que a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) instalou “um regime cruel”, levando a uma guerra civil de 16 anos contra a negação de direitos e liberdades fundamentais.

“Foram necessários 16 anos de luta para o regime render-se aos moçambicanos e aceitar a democracia e o respeito pelos direitos e liberdades fundamentais”, declarou Ossufo Momade.

Um ano após a conquista da independência nacional, em 25 de junho de 1975, Moçambique mergulhou numa guerra civil opondo o Governo da Frelimo e a Renamo, que durou 16 anos até à assinatura do Acordo Geral da Paz em 1992.

Ossufo Momade avançou que a Frelimo se mantém no poder desde a independência através de fraudes eleitorais e da negação do direito de escolha dos cidadãos.

No campo económico, prosseguiu, o país tem sido assolado por falta de políticas setoriais favoráveis ao desenvolvimento, corrupção, clientelismo e nepotismo.

“Contrariamente à prosperidade esperada, Moçambique embrenha-se num atraso económico tal que ainda se debate com o flagelo da fome”, continuou.

Ossufo Momade assinalou que os abundantes recursos naturais de que o país dispõe não têm sido explorados em prol do desenvolvimento económico e social da maioria dos moçambicanos.

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