A informação surge depois de a organização não-governamental Centro para a Democracia e Desenvolvimento (CDD) ter criticado hoje, em comunicado, a ausência de detalhes sobre os apoios financeiros recebidos durante o estado de emergência.

Numa reação a essas criticas, fonte parlamentar disse à Lusa que a informação consta de uma adenda enviada por Filipe Nyusi ao Parlamento na sexta-feira, quase um dia após o envio do relatório do chefe de Estado moçambicano.

A 23 de março, o Governo moçambicano pediu a parceiros, em Maputo, um apoio financeiro de 700 milhões de dólares para cobrir o défice provocado pela pandemia no Orçamento do Estado (OE) de 2020, bem como para financiar o combate à doença e dar apoios aos mais pobres.

Na adenda ao relatório, de 12 páginas, o chefe de Estado moçambicano explica que, dos 700 milhões de dólares, Moçambique já recebeu 340,8 milhões de dólares.

“Deste montante, recebemos do Fundo Monetário Internacional 309 milhões de dólares para o apoio direto ao Orçamento e balança de pagamentos e 15 milhões de dólares em forma de alívio ao serviço da dívida”, lê-se no documento.

Do valor recebido do FMI, mil milhões de meticais foram canalizados para o apoio a micro, pequenas e médias empresas, através de uma linha de crédito, acrescenta.

Segundo o documento, além do FMI, outros parceiros de cooperação optaram por disponibilizar apoios diretos ao setor da saúde, num valor total de 16,8 milhões de dólares.

“Para salvaguardar a necessária transparência da nossa intervenção, foi aberta uma conta bancária sob gestão do Ministério da Saúde por onde fluirão os recursos desembolsados pelos parceiros”, refere o documento, acrescentando que o país aguarda pelo desembolso de vários compromissos assumidos publicamente.

Desde o anúncio do primeiro caso, em 22 de março, Moçambique registou um total de 1.946 casos de COVID-19, 12 mortos e 654 recuperados.

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