O milho tem sido atacado pela lagarta do funil, o coqueiro pela praga do "amarelecimento letal", a banana pelo mal do panamá e o tomate enfrenta a lagarta mineira, referiu a porta-voz do Conselho de Ministros, Ana Comoana, no final da reunião do órgão.

As autoridades permanecem em vigilância face ao risco de ocorrência de necrose letal de milho, detectada na Tanzânia, Quénia, Uganda e Sudão, acrescentou Comoana.

"A outra praga que também merece atenção é a mosca da fruta, que neste momento prevalece praticamente em todas as províncias", frisou.

De um modo geral, prosseguiu, a situação é considerada preocupante, uma vez que contribuiu para perdas de campo e perdas pós-colheita estimadas entre 30% a 40% da produção.

As pragas estão a afectar a segurança alimentar e nutricional no país, bem como os rendimentos das famílias camponesas - a maioria dos agregados familiares moçambicanos pratica agricultura de subsistência -, bem como as exportações, afirmou a porta-voz do Conselho de Ministros.

Considerando difusos os dados sobre o impacto das pragas, Ana Comoana assinalou que a província de Nampula exportava 19 contentores de bananas por semana em 2013, mas actualmente exporta apenas um.

Para enfrentar o desafio imposto pelas pragas, o Governo está a colocar em prática um plano de acção que prevê um levantamento das áreas afectadas, o seu mapeamento e monitoria.

O plano inclui ainda o maneio, treino de agentes de extensão agrícola, produção e divulgação de informação junto dos produtores, bem como produção e distribuição de plantas para repovoamento.

A estratégia implicou ainda a montagem de 80 clínicas fixas e outras 20 móveis para tratamento de plantas doentes.

O plano está orçado em cerca de 160 milhões de meticais (dois milhões de euros), dos quais estão disponíveis 22,3 milhões de meticais (290 mil euros)

A porta-voz do Conselho de Ministros afirmou que, caso o Governo não pusesse em prática o plano de acção, as perdas devido a pragas ascenderiam a 19 mil milhões de meticais (247 milhões de euros).