Nyusi vai juntar-se aos membros da 'troika' do órgão de Política, Defesa e Segurança da SADC, os presidentes Emmerson Mnangagwa (Zimbabué, que lidera o órgão), Mokgweetsi Masisi (Botsuana, vice-presidente do órgão) e Edgar Lungu (Zâmbia, líder cessante do órgão).

"No encontro, os chefes de Estado e de Governo, membros da 'troika' do órgão da SADC, vão analisar o atual estado da situação política e de segurança da região austral do continente", indicou, em comunicado, a presidência moçambicana.

A reunião acontece depois de Nyusi e Mnangagwa se terem encontrado, em 30 de abril, em Chimoio, na província de Manica, no centro de Moçambique, para debaterem, entre outros temas, a violência armada no país.

"Os dois chefes de Estado debruçaram-se sobre a situação de segurança em Cabo Delgado e em partes das províncias de Manica e Sofala, onde grupos terroristas e armados protagonizam ataques, assassinatos e destruição de infraestruturas públicas e privadas", referiu, na altura, uma nota da Presidência de República moçambicana, divulgada após o encontro dos dois líderes.

Em causa estão os ataques armados que causaram pelo menos 550 mortos desde outubro de 2017 e que organizações internacionais classificaram como uma ameaça terrorista em Cabo Delgado, no norte de Moçambique, e outras incursões armadas que, desde agosto, deixaram quase 30 óbitos e são atribuídas a dissidentes da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) nas províncias de Manica e Sofala (centro).

De acordo com o comunicado da Presidência moçambicana, os dois líderes "condenaram veementemente os ataques", que classificram como uma tentativa de "minar os esforços de paz e desenvolvimento".

Na deslocação de hoje, Nyusi far-se-á acompanhar pelo ministro do Interior, Amade Miquidade, e por quadros da Presidência da República e de outras instituições do Estado

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