“O Presidente não recebeu nem participou na distribuição daquele arroz. O assunto está reservado ao primeiro-ministro e ao seu ministro da tutela”, afirmou o chefe de Estado num encontro com jornalistas, hoje, em Bissau, para debater assuntos da atualidade política no país.

O embaixador chinês na Guiné-Bissau, Jin Hong Jun, já tinha afirmado em declarações à agência Lusa que a China entregou um donativo de 2.638 toneladas de arroz, no valor de três milhões de dólares, ao Governo do país.

Aquele arroz está a ser alvo de uma investigação por parte da Polícia Judiciária guineense, que suspeita que o produto está a ser desviado para fins comerciais.

A operação, denominada “Arroz do Povo”, levou ao aumento da crispação entre aquela força de investigação criminal e o Ministério Público do país, que ordenou esta semana às forças de segurança do Ministério do Interior para retirarem à Polícia Judiciária o arroz apreendido, ordem que foi executado quinta-feira ao final do dia.

“Há tantos conflitos na Guiné-Bissau, até o conflito entre Ministério Publico e a Polícia Judiciária. Eu espero que para esse assunto também seja encontrada uma solução e que cheguem a um entendimento e ultrapassem este problema de crispação na praça pública, que é mais triste ainda quando pegamos em assuntos do poder judicial para fazermos julgamento na praça pública, porque trazem mágoa e ódio”, lamentou o Presidente guineense.

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