O Presidente da Guiné-Bissau "aceitou estar presente na cimeira de Pequim, significa que o país atribui grande importância ao encontro", observou Hong Jun, a saída de uma audiência com José Mário Vaz.

Em declarações aos jornalistas, Jin Hong Jun referiu-se aos resultados da última cimeira de cooperação China-África, realizada na cidade sul-africana de Joanesburgo, em 2015, na qual o seu país prometeu uma ajuda de 60 mil milhões de euros aos países africanos, para destacar que a Guiné-Bissau tem beneficiado de projetos nesse quadro.

O diplomata reconheceu que a Guiné-Bissau não tem recebido apoios para todas as áreas projetadas naquela cimeira, mas tem beneficiado de alguns, nomeadamente nos domínios de agricultura, educação e saúde.

Hong Jun acredita que "as coisas serão diferentes" a partir da cimeira de Pequim.

"Vamos ver quais as formas de aprofundar a nossa cooperação. Certamente o fórum de Pequim vai servir de plataforma entre China e Africa e a Guiné-Bissau naturalmente", observou.

O embaixador da China na Guiné-Bissau esclareceu que o seu Governo considera de "assunto interno" a crise política que tem afetado o país africano nos últimos quatro anos.

A China congratula-se com o facto de os seus apelos para que reine o diálogo esteja a surtir efeito, declarou Hong Jun, que enalteceu o papel dos parceiros da comunidade internacional na busca de "uma solução duradoira" para o problema.

O representante do Governo de Pequim na Guiné-Bissau voltou a frisar que não é hábito do seu país colocar "nenhuma pré-condição política" para desenvolver projetos de cooperação.

Jin Hong Jun, que se expressa num português fluente, disse que já pediu uma audiência com o primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes, com quem, afirmou, vai analisar as possibilidades de a China apoiar as próximas eleições legislativas, marcadas para 18 de novembro.

O Governo da Guiné-Bissau depara-se com dificuldades financeiras e técnicas para organizar o escrutínio.