Moçambique vive em estado de emergência desde 01 de abril para prevenção da COVID-19.

As crianças foram recolhidas quando vendiam frutas, amendoins, bolinhos e sacolas plásticas nos mercados informais e locais de lazer, incluindo campos de futebol de escolas nos subúrbios de Chimoio, sem observar o mínimo de medidas de prevenção, explicou o porta-voz do comando da polícia da província de Manica, Mário Arnaça.

“As crianças foram retidas em várias esquadras e só foram colocadas em liberdade mediante a apresentação dos encarregados de educação”, referiu aquele responsável na conferencia de imprensa semanal da corporação.

“Os encarregados passaram por uma sensibilização para não enviarem as crianças para as ruas vender no seu lugar”, acrescentou.

Os menores tiveram igualmente uma palestra e os que ainda não foram reclamados por parentes adultos foram encaminhados para o centro infantil provincial.

As crianças vendem nas ruas para apoiar o rendimento das famílias, algumas enviadas pelos próprios pais e outras contratadas como empregadas domésticas.

A governadora de Manica, Francisca Tomás, manifestou preocupação acerca dos menores que continuam a circular nas vias publicas sozinhos e sem proteção, reiterando a necessidade de manter as crianças em casa durante o período de encerramento das escolas.

“Não devemos usar as nossas crianças para ir vender banana, bolinhos, amendoins e outros bens, ou comprar aquilo que a família precisa para consumir, porque elas podem contrair a COVID-19″, apelou em declarações à comunicação social.

Mário Arnaça garantiu que a polícia vai reforçar a vigilância nas ruas e locais de lazer para evitar que crianças circulem em tempo de prevenção do novo coronavírus.

“É preciso proteger as crianças da COVID-19 e a polícia vai continuar a desempenhar o seu papel de fazer cumprir as ordens do estado de emergência”, concluiu.

Moçambique tem um total acumulado de 883 casos de COVID-19, com seis óbitos e 229 recuperados.

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