O porta-voz do comando provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Sofala, Centro do país, Daniel Macuácua, afirmou que quatro homens foram detidos, na terça-feira, na estação de caminhos de ferro do distrito de Dondo, de um grupo de 12 supostos guerrilheiros da Renamo, e dois foram detidos nas suas residências, no distrito de Gorongosa.

Os restantes sete indivíduos do grupo de 12 guerrilheiros puseram-se em fuga, acrescentou Macuácua.

Um dos dois homens detidos em Gorongosa foi baleado na perna direita, encontrando-se internado no Hospital Central da Beira, adiantou Daniel Macuácua, que não indicou as circunstâncias do baleamento.

Os indivíduos detidos têm idades entre 34 e 50 anos.

"Todos estes homens estão sob investigação, apesar de alguns já terem confessado pertencerem ao grupo liderado pelo cidadão Mariano Nhongo", assinalou o porta-voz da PRM em Sofala.

Mariano Nhongo é um oficial da guerrilha da Renamo que no ano passado se declarou líder da autodenominada Junta Militar da Renamo, um grupo dissidente do principal partido da oposição, ao qual a polícia atribui a autoria de ataques a alvos civis e das Forças de Defesa e Segurança nas províncias de Manica, região Centro, e Sofala.

"Há fortes evidências de que os detidos sejam "homens armados da Renamo", frisou Daniel Macuácua.

O porta-voz da polícia em Sofala referiu que entre os detidos encontram-se um tenente e dois majores.

Apesar de o Governo moçambicano e a Renamo terem assinado o Acordo de Paz e Reconciliação Nacional em 06 de agosto, troços da principal estrada do país na região Centro tem sido alvo de ataques armados que as autoridades atribuem à Junta Militar da Renamo.

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