“Se foi atacada ou não, não sabemos, é tarefa da polícia perseguir assassinos, não a junta, a junta tem a ver com a Renamo e a Renamo vai resolver”, afirmou Bernardino Rafael, em declarações aos jornalistas.

Na sexta-feira passada, o líder da autoproclamada junta militar da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo, maior partido da oposição), Mariano Nhongo, disse que alguns dos seus homens foram atacados numa base do grupo em Chipindaumwe, distrito de Gondola, centro de Moçambique.

"Os meus homens foram atacados na base e responderam", afirmou Mariano Nhongo, adiantando que o confronto durou até ao princípio da tarde, numa mata distante da povoação.

Nhongo atribuiu o ataque às forças de defesa e segurança.

Questionado hoje sobre o assunto, o comandante-geral da PRM afirmou hoje desconhecer o ataque, mas assegurou que as forças não pretendem empreender nenhuma investida contra a Junta, porque a criação do grupo é um assunto interno do principal partido da oposição.

"A polícia nunca está interessada na Junta Militar", por si só, pode estar interessada, isso sim, "num grupo de criminosos, que podem alterar a ordem e segurança", disse, acrescentando: "O país nunca parou [por causa da autoproclamada Junta]".

Apesar de as hostilidades entre Governo e Renamo terem cessado em dezembro de 2016 e de a paz ter sido formalmente subscrita através de acordos assinados há um mês, um grupo liderado por Mariano Nhongo permanece nas matas.

A autodenominada Junta Militar da Renamo não reconhece o líder do partido, Ossufo Momade, nem os acordos assinados por este, nomeadamente os que regulam o desarmamento e reintegração dos guerrilheiros na sociedade, ameaçando usar as armas se os seus pedidos não forem ouvidos.

O presidente da Renamo já classificou o movimento liderado por Nhongo como um grupo de desertores e indisciplinados.

"Mariano Nhongo é um cidadão moçambicano e membro da Renamo e o que podemos fazer agora é pedir para que Nhongo volte à razão", disse Ossufo Momade na semana passada.

PMA (AYAC) // JH

Lusa/Fim

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