No banco dos réus vão estar também o ex-presidente das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) José Viegas e o ex-director da General Electrics em Moçambique Mateus Zimba.

O Ministério Público moçambicano imputa a Paulo Zucula os crimes de participação económica em negócio e branqueamento de capitais.

José Viegas vai responder por branqueamento de capitais e Mateus Zimba por participação económica em negócio e branqueamento de capitais.

Paulo Zucula, José Viegas e Mateus Zimba são acusados de terem recebido subornos no valor de 800 mil dólares (686 mil euros) da fabricante brasileira Embraer na venda de aviões à LAM, entre 2008 e 2010.

O antigo ministro dos Transportes e Comunicações responde a este processo em liberdade, mas encontra-se detido preventivamente desde Junho do ano passado por suspeitas de ter recebido valores que variam entre 135 mil dólares e 315 mil dólares para facilitar a adjudicação de obras do Aeroporto de Nacala, na província de Nampula, à construtora brasileira Odebrecht.

O empreendimento está a ser utilizado muito abaixo da sua capacidade.

Em março do ano passado, Paulo Zucula já tinha sido condenado a 14 meses de prisão por ter autorizado o pagamento de salários indevidos a gestores do Instituto de Aviação Civil de Moçambique (IACM), uma pena que não chegou a cumprir por ter sido convertida em multa.

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