"Apesar de estarem presos há 42 dias, os 18 [militantes] demonstraram uma resiliência excecional e espírito positivo", apesar da falta de condições da detenção, que viola diversos instrumentos legais de proteção dos direitos humanos, anunciaram as organizações, em comunicado hoje divulgado na Internet.

Os membros do partido Nova Democracia estão detido em Xai-Xai, capital provincial de Gaza, Sul do país, desde o dia das eleições gerais e provinciais, 15 de outubro - sendo três mulheres e seis estudantes.

A visita decorreu na sexta-feira e foi a primeira que receberam, refere a nota hoje divulgada.

"Durante uma hora de conversa deram conta da sobrelotação das celas, restrições alimentares" e falta de assistência médica, sendo que pelo menos seis dos 18 estão doentes, referiram, sem especificar.

As organizações reiteraram o apelo à libertação imediata que tem sido feito igualmente por diversas outras organizações e que há uma semana reuniu 27 entidades internacionais num comunicado.

A observação e participação no processo eleitoral que os 18 detidos faziam para o partido Nova Democracia quando foram detidos "deve ser protegida e não criminalizada".

Luís Bitone, presidente da Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH, instituição estatal), disse na quinta-feira à Lusa que faltam provas consistentes para a detenção e recomendou a libertação.

As eleições gerais e provinciais de 15 de outubro deram vitórias com maioria absoluta em todos os círculos e votações à Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) e ao seu candidato presidencial, Filipe Nyusi - obtendo mais de 90% em Gaza, onde conquistou todos os 22 deputados para o parlamento, confirmando a província como um dos seus tradicionais redutos.

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