“O IMD apela para que sejam criadas iniciativas de desenvolvimento inclusivas com vista a garantir que os benefícios da paz abrangem mais sectores da sociedade e que todos se sentem parte do processo”, lê-se em comunicado.

O processo de Desmobilização, Desarmamento e Reintegração (DDR) deverá culminar com o desarmamento de cinco mil ex-guerrilheiros da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), oposição, ao abrigo de um acordo de paz assinado em agosto de 2019.

Um grupo de 38 guerrilheiros da Renamo entregou as armas entre quinta e sexta-feira no centro do país, num evento que se repetirá (de forma mais restrita durante a vigência de medidas de prevenção da covid-19), seguindo-se o processo de reintegração na sociedade.

Nesse processo, o porta-voz da Renamo, José Manteigas, disse que o partido recebeu garantias da parte do Governo e da comunidade internacional de que "estes indivíduos serão apoiados para que levem a sua vida normalmente".

Por seu lado, os países que financiam a iniciativa referiram que "o elemento central é assegurar que os ex-combatentes recebam o apoio necessário na transição rumo à sua reintegração na comunidade".

O IMD diz ser necessário "que se faça um mapeamento das zonas de destino e que se reforce o papel das lideranças locais na indução e sensibilização dos guerrilheiros e das comunidades, de modo a promover uma convivência pacífica”.

A organização defende que se tenham em conta, não apenas as necessidades logísticas dos ex-guerrilheiros, mas também das suas famílias que alguns podem ter constituído no período em que estiveram envolvidos no conflito militar.

A organização conclui apelando aos intervenientes a “não permitirem o abrandamento” do processo de DDR.

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