“Todos os apoios recebidos, publicados online, no âmbito da Operação Embondeiro foram de grande importância para o apoio humanitário que a Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) e a Médicos do Mundo têm desenvolvido no país, mais concretamente, com as vítimas do ciclone Idai”, indicou a organização à Lusa.

“Foram angariados, até ao momento 2 485 335,46 euros discriminados online, cujas despesas estão igualmente públicas”, acrescenta a CVP.

Na perspetiva de prestação de contas aos cidadãos e entidades que contribuíram para a operação, a CVP solicitou a colaboração de um auditor externo, que “garante a transparência e a correta utilização dos fundos angariados”, garante a organização.

A CVP enviou, por via aérea e marítima, mais de 150 toneladas de donativos em géneros, sobretudo alimentos, sendo, ainda, responsável pela reconstrução do Centro de Saúde e Maternidade de Macurungo/Beira, cuja obra se iniciou este mês e “será inaugurada pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, nos próximos meses”, anunciou a organização.

Na fase da capacitação dos técnicos de saúde locais, foram envolvidas as Escolas Superiores da Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa e foi elaborado um plano formativo adaptado à realidade do país.

O ciclone Idai atingiu o distrito de Sofala, afetando particularmente a cidade da Beira, na noite de 14 de março. Em 24 de março, a CVP, em articulação com a Cruz Vermelha Moçambicana e a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e Crescente Vermelho (IFRC), transportou para a região no seu primeiro voo humanitário uma equipa médica e 35 toneladas de equipamento para montar um hospital de campanha, que veio a ser estabelecido em frente ao centro de saúde e maternidade de Macurungo, destruídos à passagem do ciclone.

Desde então, em rotação a cada 25 dias, integram o dispositivo desse hospital de campanha cerca de 20 elementos, designadamente médicos, enfermeiros, psicólogos, logísticos, bem como uma chefe de equipa. Foram registados, até ao momento, mais de 4.000 atendimentos, 2.535 consultas e 1.500 cirurgias, entre as quais 123 partos, indica-se no site da CVP.

Prevê-se que a Operação Embondeiro termine em novembro de 2019, altura em que a CVP deixará o distrito moçambicano da Beira com a “capacitação de técnicos locais e com obras feitas”, garante a organização humanitária.

O ciclone Idai atingiu o centro de Moçambique em março, provocando 604 vítimas mortais e afetando cerca de 1,8 milhões de pessoas.

Pouco tempo depois, Moçambique voltou a ser atingido por um ciclone, o Kenneth, que se abateu sobre o norte do país em abril, matando 45 pessoas e afetando outras 250.000.

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