A Alta comissária das Nações Unidas para os direitos humanos, a francesa, Michelle Bachelet, reclamou ontem com urgência um inquérito à França sobre o “uso excessivo da força” nas manifestações dos coletes amarelos.

Bachelet, que discursava perante o conselho dos direitos humanos da ONU, com sede em Genebra, instou “o governo francês a prosseguir o diálogo e pediu urgentemente um inquérito profundo sobre todos os casos relatados de uso excessivo da força”.

“Evidentemente, que vamos seguir as recomendações com a devida atenção necessária”, disse o porta-voz do governo, Benjamim Grivaux, em declarações feitas à imprensa.

“Quando a ONU se exprime, e tendo em conta que o Presidente da República  já teve oportunidade de defender o multilateralismo, a menor das coisas é escutar e ter em consideração o que diz a organização internacional”, sublinhou, ainda, Benjamim Grivaux.

Mas o porta-voz do governo francês estranhou que a França esteja incluída na lista de países referida pela comissária da ONU para os direitos humanos, que praticam repressões violentas nas manifestações como Zimbabué, Sudão e Haiti.

“É razoável este tipo de comparações, pergunta, por seu lado, o ministro francês do Interior, Christophe Castaner, recordando que houve 41 mortos em Haiti e que na Venezuela, o Presidente, Nicolas Maduro, recusa ajuda humanitária ao seu povo.

O certo é que tem havido muita violência policial nas manifestações dos coletes amarelos todos os fins de semana e agora a ONU exige um inquérito.

A ver vamos !

 

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