"Após melhoria das capacidades de aplicação da lei marítima pela vizinha Tanzânia e no Quénia, apreensões recentes sugerem que um grande volume de produtos ilícitos está a ser agora traficado por Moçambique", declarou César Guedes, representante do UNODC no país.

César Guedes manifestou preocupação com o tráfico de substâncias ilícitas em Moçambique, quando falava durante o "Seminário sobre formulação de um plano estratégico contra o crime organizado transnacional, droga e terrorismo".

A costa moçambicana, prosseguiu, é cada vez mais usada como um corredor importante para a heroína proveniente do Afeganistão e em trânsito para outras regiões do mundo.

"O transito da heroína pelo país é identificado como um grande desafio e tem potencial para promover o mercado local", frisou César Guedes.

Para estancar a utilização do território moçambicano como corredor de produtos ilícitos, o país deve apostar na intensificação da cooperação regional e internacional.

Nesse sentido, o representante da UNODC elogiou a parceria recentemente firmada entre Moçambique, Tanzânia e África do Sul para o combate ao tráfico de drogas como um passo em frente.

César Guedes manifestou a disponibilidade da sua organização no formação, assistência técnica e aconselhamento para a formulação de políticas de combate à criminalidade transnacional organizada.

O "Plano estratégico contra o crime organizado transnacional, droga e terrorismo", que vai sair do seminário que se iniciou hoje em Maputo, vai permitir a Moçambique mobilizar apoio internacional para o combate àqueles delitos.

O encontro vai durar três dias e reúne representantes do Governo moçambicano e peritos da UNODC.

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