Os resultados preliminares da repetição da eleição autárquica de Marromeu, província de Sofala, centro do país, foram divulgados hoje pelo director da Comissão Provincial de Eleições de Sofala, Jorge Donquene.

Na contagem da votação, realizada em apenas oito mesas, a Frelimo está à frente, com 9143 votos, seguida pela Renamo, com 8417, e pelo MDM, com 1442 votos.

Jorge Donquene assinalou o carácter provisório dos dados divulgados pela Comissão Provincial de Eleições, enfatizando que a Comissão Distrital de Eleições de Marromeu "ainda está a lançar os dados".

O CIP, uma organização da sociedade civil moçambicana, que enviou uma missão de observação a Marromeu, considerou a eleição "grosseiramente fraudulenta" e considera que a Renamo venceu o escrutínio.

"Havia observadores em todas as oito mesas das duas escolas onde a votação foi repetida. Todos os observadores independentes reportam que a Renamo ganhou com larga maioria", diz o CIP.

A organização acusa o Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) de ter expulsado jornalistas e observadores das mesas de votação, para poder preencher editais falsos e com informação não obtida nas urnas.

"Aos delegados de partidos da oposição não foi permitido reclamar, condição essencial para poder impugnar os resultados", refere o CIP.

O CIP, uma organização da sociedade civil moçambicana, que enviou uma missão de observação a Marromeu, considerou a eleição "grosseiramente fraudulenta".

"Havia observadores em todas as oito mesas das duas escolas onde a votação foi repetida. Todos os observadores independentes reportam que a Renamo ganhou com larga maioria", diz o CIP.

A organização acusa o Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) de ter expulsado jornalistas e observadores das mesas de votação, para poder preencher editais falsos e com informação não obtida nas urnas.

"Aos delegados de partidos da oposição não foi permitido reclamar, condição essencial para poder impugnar os resultados", refere o CIP.

O mandatário da Renamo junto dos órgãos eleitorais, André Majibire, citado pelo CIP, qualificou o escrutínio como "uma vergonha nacional".

Marromeu teve de repetir a eleição autárquica, depois de o Conselho Constitucional ter invalidado os resultados do escrutínio de 10 de Outubro por irregularidades.