Segundo a organização não governamental (ONG), com base nos relatos da sua rede de observadores, desde o início da votação, às 07:00, “têm sido apanhadas pessoas com boletins em branco ou marcados a favor da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) e do seu candidato presidencial”, Felipe Nyusi.

O caso mais flagrante passou-se em Angoche, província de Nampula, norte do país, onde um homem foi apanhado com 27 boletins de voto, tendo sido denunciado às autoridades, relata o CIP.

Um homem chegou mesmo a ser detido com seis boletins, em Milange, província da Zambézia, centro do país, povoação onde foi apanhado um outro com votos já marcados a favor da Frelimo.

Ainda segundo os observadores do CIP na Zambézia, houve casos semelhantes noutros cinco pontos da província: Mopeia, Mocuba, Inhassunge, Namarroi e Quelimane, capital provincial.

Outros dois casos foram reportados a partir da província de Sofala, com boletins de votos extra na cidade da Beira e em Cheringoma.

Citado pelo boletim de observação do CIP, Felisberto Naife, diretor do Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE), aponta para uma “investigação prévia” que permita apurar o que se passou em cada situação – e para determinar a autenticidade dos boletins de voto extra.

As assembleias que já não tivessem pessoas nas filas para votar começaram a fechar às 18:00.

Um total de 13,1 milhões de eleitores moçambicanos puderam hoje escolher o Presidente da República, 250 deputados do parlamento, dez governadores provinciais e respetivas assembleias.

As sextas eleições gerais de Moçambique contam com quatro candidatos presidenciais e 26 partidos a concorrer às legislativas e provinciais, sendo que só os três partidos com assento parlamentar no país (Frelimo, Renamo e MDM) concorrem em todos os círculos eleitorais.

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