Na sexta-feira da semana passada, a Anadarko anunciou em comunicado que caravanas de empresas contratadas pela petrolífera para obras de construção da sua fábrica de gás natural sofreram dois ataques no dia anterior, que resultaram na morte de um trabalhador e no ferimento de seis.

Os ataques ocorreram numa estrada no distrito de Mocímboa da Praia, a 20 quilómetros de Afungi, no distrito de Palma, província de Cabo Delgado, onde a Anadarko está a construir uma fábrica de processamento de gás natural liquefeito.

O trabalhador que morreu era da empresa portuguesa Gabriel Couto, contratada pela Anadarko para a construção de um aeródromo em Afungi.

"A segurança, protecção e bem-estar das nossas pessoas é sempre a nossa principal prioridade. Como tal, os trabalhos no local de construção foram suspensos e a movimentação encontra-se restringida", refere o comunicado.

Na nota, a Anadarko faz saber que está em estreito contacto com as autoridades moçambicanas visando a tomada de medidas apropriadas para a protecção dos trabalhadores da empresa.

Os ataques de quinta-feira da semana passada foram os primeiros a alvos ligados a empresas envolvidas nos projectos de gás natural no norte de Moçambique, desde que a região passou a ser alvo de ataques de grupos armados em Outubro de 2017.

Dezenas de pessoas, entre civis, membros das Forças de Defesa e Segurança e alegados elementos dos referidos grupos, já morreram no contexto da violência no norte de Cabo Delgado.

A insegurança obrigou populações de várias aldeias a fugirem das suas casas para zonas mais seguras.

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