O carro funerário deu entrada no recinto, especialmente preparado para o efeito, às 08:53 (menos uma hora em Lisboa), numa altura em que o espaço se encontrava parcialmente preenchido e em que várias pessoas ainda se dirigiam a pé para o largo.

Um cortejo fúnebre escoltado pela Polícia da República de Moçambique (PRM) percorreu parte da cidade desde a capela do Hospital Central da Beira até ao local, onde o corpo do líder da oposição é velado por quatro membros das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM).

Na cerimónia que vai decorrer durante manhã, organizada em conjunto pelo Governo moçambicano, família de Dhlakama e Renamo, está prevista a apresentação de condolências à família por várias figuras públicas, políticos, membros do corpo diplomático, entre outras personalidades.

O elogio fúnebre, previsto para as 11:00, será feito pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, com o qual Afonso Dhlakama acordou desde final de 2016 um cessar-fogo nas hostilidades no centro do país entre o braço armado da Renamo e as forças armadas moçambicanas.

Ambos iniciaram conversações diretas que levaram o chefe de Estado por mais de uma vez ao refúgio do presidente da Renamo, na Serra da Gorongosa, e que, segundo ambos, estavam bem encaminhadas para se alcançar um novo acordo de paz.

A intervenção de Filipe Nyusi nas cerimónias de hoje será a última após uma sequência de mensagens de condolências feitas por representantes da família, da Renamo e de outras entidades.

Afonso Dhlakama vai ser sepultado na quinta-feira na sua terra natal, Mangunde, cerca de 300 quilómetros a sudoeste da Beira.

O Governo moçambicano anunciou na sexta-feira que o presidente da Renamo receberia um funeral oficial ao abrigo do estatuto de líder da oposição.