"O combate cerrado dos crimes de rapto e sequestros dos nossos concidadãos são fruto do vosso [Polícia da República de Moçambique] trabalho abnegado", disse Filipe Nyusi, falando durante a cerimónia de promoção de seis oficiais generais das Forças de Defesa e Segurança em Maputo.

Na quarta-feira, a polícia resgatou dois empresários, Rizwan Adatia e Manish Cantilal, duas das sete vítimas de sequestros registados no país desde o início do ano.

Na quinta-feira, o empresário do setor comercial Liacat Moreira e Silva, raptado há uma semana na cidade da Beira, província de Sofala, foi libertado em "circunstâncias por apurar", disse à Lusa fonte policial.

Dados da Procuradoria Geral da República indicam que 15 processos-crime por rapto foram instaurados em 2019, mais um que no ano anterior.

"O sistema judicial hoje funciona graças à vossa entrega e patriotismo", frisou o chefe de Estado, apelando à vigilância dos recém-promovidos para casos de corrupção dentro da instituição.

Na mesma ocasião, o Presidente encorajou também a polícia a lutar contra grupos armados em Cabo Delgado, onde, pelo menos, 550 pessoas já morreram devido à violência armada classificada como uma ameaça terrorista naquela província do norte de Moçambique.

"Os atos macabros põem em causa o Estado de Direito democrático e atentam contra os mais elementares direitos humanos, a vida, integridade física e habitação e bem assim a liberdade de circulação", disse.

Filipe Nyusi empossou hoje Aníbal Rafael para o cargo de diretor do Departamento de Comunicações no Estado-Maior General das Forças Armadas de Defesa, Lurdes Espada, para diretora de Doutrina e Ética Policial no Comando-Geral da Polícia, e Inácio Dina para o cargo de Comandante Provincial da Polícia na província de Maputo, entre outros oficiais da cooperação.

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