"Resgatar a paz duradoura, efetiva e sustentável continua a ser o nosso maior compromisso como país", disse o chefe de Estado moçambicano.

Filipe Nyusi falava na capital moçambicana durante as cerimónias centrais da celebração do Dia da Independência, que se assinala hoje em Moçambique.

De acordo com o chefe de Estado moçambicano, o compromisso com a paz é partilhado com a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido de oposição em Moçambique, e com o qual o Governo tem dialogado para a assinatura de um acordo definitivo, após confrontações militares entre 2014 e 2015, na sequência da recusa daquele partido em aceitar os resultados das últimas eleições gerais.

"Do último encontro que tivemos em Chimoio [centro de Moçambique] resultou a convicção unânime de que é chegado o momento de cessação definitiva das hostilidades militares e o início imediato da reintegração dos guerrilheiros da Renamo", afirmou o Presidente moçambicano.

As partes estão a prever a assinatura de um acordo de paz definitivo em agosto, antes das eleições gerais agendadas para 15 de outubro em Moçambique.

Apesar destes desenvolvimentos no processo negocial com a Renamo, o chefe de Estado moçambicano alertou para a ameaça à paz em Cabo Delgado, onde grupos armados têm protagonizado ataques naquela província do norte de Moçambique.

"Os grupos de malfeitores continuam a engendrar ações de terrorismo, aliciando jovens moçambicanos a revoltarem-se contra os seus compatriotas. Destroem campos de produção, habitações e decapitam homens e mulheres. Reiteramos a condenação veemente a estes atos, que constituem um atentado à nossa soberania", afirmou.

O chefe de Estado moçambicano reiterou o apelo às comunidades para que denunciem "qualquer movimentação suspeita", considerando que as Forças de Defesa e Segurança continuam no terreno em operações para garantir a paz e estabilidade na região.

Os ataques armados no norte de Moçambique começaram em outubro de 2017, tendo causado a morte de pelo menos 100 pessoas, segundo dados oficiais.

Com cerimónias em pelo menos todas capitais provinciais do país, Moçambique celebra 44 anos após a proclamação da independência em 1975 pelo então Presidente Samora Machel, após uma luta de libertação contra o regime colonial português que começou em 1964.

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