O quarto estado de emergência termina às 23 horas e 59 minutos de Moçambique e, como manda a Constituição da República, o chefe de Estado já não o pode prolongar. Por isso, Filipe Nyusi afirmou, esta quarta-feira à noite (29.07), que o seu Governo se prepara para apresentar novas medidas para travar a propagação da Covid-19, depois de enviar um relatório ao Parlamento sobre os últimos quatro meses.

"Dando cumprimento ao estipulado na Constituição da República, enviarei amanhã [30.07] o relatório à Assembleia da República e, logo a seguir, tomaremos decisões sobre as estratégias e medidas que iremos adotar para o nosso futuro imediato", afirmou Nyusi a partir da província de Tete. "Tornaremos públicas essas medidas através de uma comunicação à nação. Enquanto isso, apelamos a todos que valorizemos o quanto conquistámos nestes 120 dias. Tudo o que conquistámos não tem preço, foram vidas que foram salvas".

Covid-19 propaga-se a grande velocidade

Filipe Nyusi referiu que muito foi feito nos últimos quatro meses: "Conseguimos atrasar a evolução da doença, ganhámos tempo para preparar o nosso sistema de saúde e fomos capazes de testar a disciplina e a criatividade do nosso povo", disse o Presidente da República.

Mas a Covid-19 continua a propagar-se a grande velocidade e, segundo Filipe Nyusi, o pico da pandemia em Moçambique ainda está longe.

No país, já foram registados mais de 1.700 casos e 11 mortes por Covid-19. Por isso, não se pode abrandar os esforços, referiu o chefe de Estado moçambicano. Ainda assim, o caminho do desconfinamento já está a ser preparado, afiançou.

"Iniciámos um diálogo produtivo com os diversos setores da sociedade para, de forma gradual e diferenciada, definir a retomada das várias atividades. Essa tão desejada retomada de atividades será conduzida de forma faseada e com critérios dirigidos para cada setor", disse Nyusi.

Após quatro meses de estado de emergência, muitos moçambicanos dizem estar cansados das restrições. No entanto, será preciso esperar mais um pouco para saber quais serão os próximos passos do Governo e se algumas medidas serão levantadas.

"Moçambique continua numa incógnita", refere o correspondente da DW África em Maputo, Romeu da Silva. "Mas o Presidente disse que, com o país ainda longe de atingir o pico da doença, quer que os moçambicanos continuem a respeitar as medidas de prevenção."

por: Guilherme Correia da Silva

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