O HMS Defender “junta-se aos esforços da Marinha Real para assegurar a passagem em segurança dos navios no Médio Oriente”, refere o ministério num comunicado.

“O Reino Unido está preparado para proteger a liberdade de navegação sempre que esta for posta à prova”, declarou o ministro da Defesa, Ben Wallace, citado no comunicado.

O HMS Defender partiu de Postsmouth a 12 de agosto juntamente com o HMS Kent. Os dois navios “trabalharão ao lado de parceiros internacionais no quadro da nova missão internacional de segurança marítima”, na qual o Reino Unido anunciou no início de agosto que ia participar junto dos Estados Unidos.

O HMS Montrose continua na região do Golfo e até agora realizou mais de 30 passagens pelo estreito de Ormuz, precisa o ministério.

A tensão na região tem vindo a subir desde a retirada unilateral dos Estados Unidos em maio de 2018 do acordo nuclear iraniano, seguida do restabelecimento de sanções norte-americanas ao Irão.

Nos últimos meses aumentou devido a ataques contra petroleiros no Golfo, pelos quais Washington responsabiliza Teerão, que desmente qualquer envolvimento.

Em meados de julho, o Irão apresou no estreito um petroleiro sueco com pavilhão britânico, o “Stena Impero”, 15 dias depois da apreensão do petroleiro iraniano “Grace 1″ pelas autoridades britânicas ao largo de Gibraltar.

Na quinta-feira, o Tribunal de Gibraltar decidiu libertar o “Grace 1″, que com o novo nome de “Adrian Darya” se dirige agora para um porto turco.

O estreito de Ormuz é um ponto de passagem estratégico para o comércio mundial de petróleo.

Em 2018, cerca de 21 milhões de barris de petróleo circularam diariamente pelo estreito, segundo a Agência de Energia norte-americana (EIA), o que representa cerca de 21% do consumo mundial daquele hidrocarboneto e um terço do que transita por via marítima no mundo.

PAL // MSP

Lusa/fim

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