"As empresas detentoras das redes sociais são plataformas globais, portanto a nossa resposta deve ser global", afirmou Jacinda Ardern, num vídeo divulgado pelas redes sociais antes da visita a Paris, onde irá encontrar-se com o Presidente francês, Emmanuel Macron, na quarta-feira.

A reunião contará com a presença de líderes de todo o mundo e representantes de empresas de tecnologia que serão convidados a juntar-se ao "Apelo de Christchurch" para se comprometerem a eliminar conteúdo extremista violento da Internet, que para Ardern representa o começo de uma iniciativa em que espera ter mais apoio de empresas e governos no futuro.

Brenton Tarrant, alegadamente responsável pela morte de 50 pessoas em Christchurch, transmitiu os assassínios em direto pela rede social Facebook, tendo o vídeo ficado disponível e a ser partilhado em outras redes sociais, como o Twitter e o YouTube, durante várias horas após o ataque.

"Este foi um ato terrorista projetado para tornar-se viral, o terrorista transmitiu ao vivo e, após o ataque, o vídeo foi alterado várias vezes para evitar que fosse excluído automaticamente", indicou Jacinda Ardern, lembrando que o vídeo foi partilhado mais de 1,5 milhões de vezes só no Facebook.

Vários neozelandeses assistiram ao vídeo "não porque necessariamente o procuraram, mas porque a sua proliferação era extrema", segundo a primeira-ministra, que sublinhou assim a necessidade de adotar medidas para impedir a partilha de conteúdos terroristas e violência extrema na Internet.

Jacinda Ardern também referiu que as medidas adotadas, que incluem soluções tecnológicas, devem garantir que "uma Internet livre, aberta e acessível seja preservada" para os utilizadores.

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