No total, 67,9% dos eleitores pronunciaram-se ontem, contra quase 72% nas legislativas de 2015. Embora os resultados definitivos sejam esperados no final da semana, faltando ainda contar os votos dos militares, prisioneiros e diplomatas, os equilíbrios de forças que emergiram ontem à noite, aquando da divulgação dos primeiros dados, não deveriam ser alterados. A confirmar-se o cenário de Netanyahu ser chamado a formar um novo executivo, ele deveria tornar-se o chefe do governo com maior longevidade em Israel: aos 69 anos, “Bibi” acumulou 13 anos no poder em Israel, primeiro entre 1996 e 99 e, a seguir, a partir de 2009 até hoje. Neste contexto, durante a sua primeira declaração à nação ontem à noite, Netanyahu não escondia a sua emoção.

“É uma noite de vitória fantástica, fantástica… O Likud cresceu de forma exponencial. Estou muito emocionado que o povo de Israel me tenha concedido novamente a sua confiança pela quinta vez… E uma confiança ainda maior… Tenciono ser o Primeiro-ministro de todos os israelitas, de direita e de esquerda, judeus e não-judeus… Porque tomo conta de todos. Assim é e é assim que vai continuar a ser”, declarou o Primeiro-ministro cessante perante uma multidão de apoiantes.

Com uma esquerda laminada, o partido trabalhista tendo passado de 24 a 6 assentos parlamentares, Netanyahu tem estado já em contacto com as formações ultranacionalistas do seu país com vista a reconduzir no poder uma coligação semelhante à cessante, o que não augura eventuais avanços no processo de paz com os palestinianos, tanto mais que durante a campanha, Netanyahu prometeu anexar os territórios palestinianos da Cisjordânia.

Resta contudo uma incógnita: “Bibi” tem estado a ser investigado em casos de corrupção, fraude e abuso de confiança, sendo que a justiça israelita deve decidir até ao 10 de Julho se vai ou não acusá-lo formalmente.

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