"A intervenção das empresas chinesas é assustadora: elas usam preços baixos para criar a erosão da indústria nacional", referiu Nelson Muianga, presidente do pelouro de construção civil na Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA).

Aquele responsável falava na quarta-feira, em Maputo, num encontro sectorial promovido pela CTA, citado pela Agência de Informação de Moçambique (AIM).

Nelson Muianga queixou-se ainda de as empresas chinesas ganharem obras de construção civil, sem permitir a compartição das empresas moçambicanas.

Um contexto em que a indústria depende da aprovação da Lei de Conteúdo Local nos investimentos estrangeiros em Moçambique - legislação que está sob apreciação na CTA, para posterior submissão ao Ministério da Economia e Finanças, que a levará à Assembleia da República.

Castigo Nhamane, vice-presidente do Conselho Directivo da CTA, referiu que a indústria de construção civil moçambicana deverá continuar a sentir dificuldades nos próximos três a cinco anos, caso não haja sinais de maior desenvolvimento e aceleração económica.

"Estamos a caminhar a passos largos para a falência colectiva das empresas nacionais do ramo de construção civil", referiu Nhamane, ao pedir a atenção do Governo.

Outros detalhes preocupam o sector.

O presidente do pelouro de construção civil na CTA criticou a duplicação de procedimentos nos casos de empreendimentos financiados por fundos estrangeiros, bem como o facto de haver projectos adjudicados a empresas pertencentes aos trabalhadores das instituições públicas contratantes.

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