Durante uma conferência de imprensa em Fujairah (Emirados Árabes Unidos), onde o navio está ancorado, o oficial precisou que “a bomba-lapa” é “reconhecível” e “semelhante em todos os aspetos às minas iranianas visíveis nos desfiles militares” no país.

O comandante Kido dirige o grupo 56.1, especializado em explosivos marítimos junto do Comando Naval Central (NAVCENT), numa base norte-americana próxima do porto de Fujairah.

O “NAVCENT considera que o ataque contra o Kokuka Courageous e os danos que sofreu resultam da colocação de uma bomba-lapa no seu casco”, declarou o comandante Sean Kido.

“A nossa equipa chegou ao local rapidamente e pode examinar o sítio onde a bomba-lapa foi colocada assim como os danos que causou (…) Estes danos correspondem aos causados por uma bomba-lapa”, adiantou.

O oficial disse ainda que o prossegue o inquérito sobre os ataques na passada quinta-feira aos petroleiros, um japonês e outro norueguês (o Front Altair).

Segundo o comandante Kido, foram recuperados “sinais biométricos, nomeadamente impressões digitais de dedos e mãos, que poderão ser utilizados numa investigação criminal”, assim como “fragmentos causados pela detonação da bomba-lapa, de alumínio e materiais compostos” e “um íman”.

A equipa distinguiu também “a impressão de uma outra bomba-lapa”, que não explodiu e que, segundo Washington, foi recuperada por soldados iranianos a bordo de uma vedeta, filmados ao longe por um helicóptero norte-americano.

“Os furos no casco no sítio onde estava agarrada” a bomba que não explodiu são visíveis, disse o oficial, adiantando que ela “foi colocada acima da linha de água”, parecendo que “a intenção não era afundar o navio”.

O ministro da Defesa iraniano, Amir Hatami, rejeitou hoje “categoricamente” as acusações norte-americanas sobre o ataque aos dois petroleiros, considerando que “não têm substância”.

“As acusações feitas às forças armadas iranianas e o filme divulgado em relação com o incidente (…) não têm substância e rejeitamos categoricamente estas acusações”, declarou o general Hatani citado pela agência IRNA.

“As forças armadas e as autoridades portuárias (iranianas) foram dos primeiros a aproximarem-se dos petroleiros após os incidentes para os ajudarem e socorreram 23 pessoas a bordo do primeiro navio”, disse ainda.

A tensão entre a República Islâmica e os Estados Unidos tem vindo num crescendo desde que a administração de Donald Trump retirou unilateralmente o país, em maio de 2018, do acordo internacional sobre o nuclear iraniano de 2015 e restaurou sanções económicas a Teerão.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.