Na celebração dos 20 anos da Declaração de Windhoek, Prémio Guillermo Cano de Liberdade de Imprensa da Unesco vai para o jornalista iraniano Ahmad Zeidabadi, que está preso.

O Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, assinalado nesta terça-feira, coincide com os 20 anos da Declaração de Windhoek, que visa a promoção de uma imprensa livre e pluralista como um dos pilares da democracia.

A Declaração foi adoptada após uma conferência na Namíbia sobre a liberdade de imprensa em África.

De acordo com a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, as comemorações alargam-se ao Egipto e à Tunísia numa altura em que "os seus jornalistas podem trabalhar mais livremente."

África

O responsável pelo escritório das Américas da ONG Repórteres Sem Fronteiras, Benoit Hervieu, falou à Radio ONU, de Paris, de casos que ilustram os desafios de liberdade de imprensa em países africanos de expressão portuguesa.

"O caso do jornalista angolano Armando Chicoca, que permaneceu 33 dias numa prisão por difamação e calúnia num contexto bastante forte de pressão. Também tivemos um caso bastante grave com uma suspensão na Guiné-Bissau onde existe um risco directo para os jornalistas devido à presença do narcotráfico e do crime organizado", contou.

Eventos e Premiações

A data é comemorada com eventos e premiações em diversos países. A "Media do século XXI: Novas Fronteiras, Novas Barreiras" é o tema das comemorações deste ano.

Em Washington, nos Estados Unidos, a Unesco organizou uma conferência conjunta com Departamento de Estado. O evento, que vai reunir 20 parceiros da sociedade civil, trata do papel cada vez maior da Internet, a emergência dos novos media e o crescimento das redes sociais.

Prémio

Jornalistas e bloguistas do Norte de África e Médio Oriente, além de profissionais de todo o mundo, estão presentes na conferência, que vai do dia 1 ao 3 de Maio.

Na ocasião, a directora-geral da Unesco, Irina Bokova, vai dedicar o Prémio Guillermo Cano de Liberdade de Imprensa ao jornalista iraniano Ahmad Zeidabadi. Ele foi preso após as eleições presidenciais em 2009 no Irão e cumpre pena de seis anos.

Rádio ONU