A linguista angolana Amélia Mingas morreu na segunda-feira, em Luanda, com 73 anos, vítima de doença, disse à agência Lusa fonte próxima da família.

“É com tristeza que recebi a notícia da morte da doutora Amélia Mingas, antiga diretora do IILP. A comunidade de língua portuguesa ficou agora mais pobre com o desaparecimento físico de uma professora e linguista de exceção”, declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros e Comunidades de Cabo Verde, Luís Filipe Tavares.

Amélia Arlete Vieira Dias Rodrigues Mingas era natural de Luanda e ocupou vários cargos de direção, entre os quais o de diretora executiva, entre 2006 e 2009, do IILP, organismo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), cuja sede funciona na cidade da Praia, capital de Cabo Verde.

Cabo Verde tem atualmente a presidência rotativa da CPLP.

Professora e linguista, Amélia Mingas preocupava-se com a problemática da convivência entre as línguas africanas e portuguesa, tendo publicado um trabalho intitulado "Interferência do Kimbundu no Português Falado em Luanda".

Em Angola, a professora coordenou o departamento de Língua Portuguesa do Instituto Superior de Ciências da Educação de Luanda (ISCED), dirigiu igualmente o Instituto Nacional de Línguas do Ministério da Cultura e foi decana da Faculdade de Letras da Universidade Agostinho Neto.

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