As forças de defesa e segurança estão a fazer de tudo para devolver a ordem em Mocímboa da Praia. Pedimos as populações para manterem calma e, ademais, ser muito vigilante porque os malfeitores podem quer se misturar com as populações", disse Bernardino Rafael, falando num conferência de imprensa em Maputo.

Os ataques começaram por volta das 04:00 locais e os grupos criaram barricadas nas principais entradas da vila, segundo informação do porta-voz do comando-geral da polícia moçambicana, Orlando Modumana.

Os relatos ouvidos pela Lusa indicaram que a população está fechada dentro das suas casas e que se ouvem disparos de armas de fogo e gritos de combates em vários locais da vila, a par da circulação de, pelo menos, um veículo blindado.

O comandante da polícia moçambicana disse que os confrontos com o grupos continuam e a reposição da ordem é a principal prioridade.

"Estamos a fazer de tudo para devolver a ordem na sede da vila de Mocímboa da Praia", frisou o comandante da polícia moçambicana.

A província de Cabo Delgado tem sido alvo de ataques de grupos armados, que organizações internacionais classificaram como uma ameaça terrorista e que em dois anos e meio já fez, pelo menos, 350 mortos, além de 156.400 afetados, devido à perda de bens ou obrigados a abandonar casa e terras em busca de locais seguros.

Estes ataques têm acontecido sobretudo no meio rural, mas Mocímboa da Praia é um dos principais centros urbanos da região, sede de distrito, servido pela única estrada asfaltada que cruza a província e com um aeródromo apto a receber voos internacionais.

Trata-se da vila onde em outubro de 2017 começou a ameaça armada que tem atormentado Cabo Delgado.

Mocímboa da Praia fica a 90 quilómetros a sul de Palma, distrito onde estão a ser construídos megaprojetos internacionais de exploração de gás natural.

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