Moçambique tem um défice de informação sobre poluição, mas também sobre as implicações do aumento dos desastres naturais no país, considera a Associação Justiça Ambiental (JA).A propósito da conferência de Copenhaga, que decorre de 7 a 18 de Dezembro e que vai debater as alterações climáticas, a organização não-governamental moçambicana alerta para a necessidade de mais informação no país e de uma base de dados actualizada.

 
"Não só sobre o nível de emissões emitidas pela enorme quantidade de queimadas anuais, uso extensivo do carvão, perda descontrolada de florestas e de emissões industriais assim como dos presentes impactos que estamos a sofrer devido as mudanças climáticas", sublinha a associação.Contactada pela Lusa, a JA não fez qualquer comentário à presença de Moçambique na conferência de Copenhaga, por ainda desconhecer que posição vai o país tomar no encontro, mas considerou que "o uso dos mecanismos baseados em mercados de carbono, como ferramenta para resolver problemas das mudanças climáticas, não será uma solução".

 
"Mesmo que as emissões industriais em África sejam significativamente mais baixas do que outros continentes, nós pensamos que é vital que nos foquemos mais na eficiência para que os países desenvolvidos deixem de olhar para África como uma opção para as mais antigas e poluidoras industrias", defende a JA. A conferência de Copenhaga decorre de 7 a 18 de Dezembro e visa concluir um acordo que deve entrar em vigor antes de expirar a primeira fase do Protocolo de Quioto, em Janeiro de 2013, para travar de forma vinculativa as emissões de dióxido de carbono.

Oje

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