"Neste momento de dor, em nome do Governo de Moçambique e no meu nome próprio, gostaria de exprimir as nossas sinceras condolências e, através de vós, ao povo e Governo da República da Índia", disse Filipe Nyusi, citado hoje num comunicado da Presidência distribuído à comunicação social.

O acidente de avião, um Boeing 737 da companhia Air India Express, subsidiária da companhia Air India, causou a morte de 18 pessoas, incluindo os dois pilotos, e outras 127 pessoas continuam internadas em hospitais, segundo os últimos dados.

O avião, que tinha tentado aterrar, sem êxito, por duas vezes, ultrapassou a pista devido à forte chuva e precipitou-se numa ladeira antes de se partir em dois.

No comunicado, o chefe de Estado moçambicano transmite a "solidariedade e simpatia às famílias enlutadas", desejando rápidas melhoras aos feridos do trágico acidente.

A aeronave fazia parte da missão especial de repatriação do Governo indiano para trazer cidadãos de volta ao país, por causa da pandemia de covid-19, disseram as autoridades locais.

Os responsáveis acrescentaram que todos os passageiros estavam a regressar da região do Golfo, na tarde de sexta-feira, havendo a bordo 190 pessoas: 174 passageiros adultos, 10 bebés, dois pilotos e quatro tripulantes de cabine.

O sul da Índia, em particular o estado de Querala, tem sido assolado por fortes chuvas nos últimos dias, tendo morrido, pelo menos, 43 pessoas num deslizamento de terras no distrito montanhoso de Idukki, segundo as últimas atualizações.

O último acidente aéreo relevante na Índia aconteceu em 2010, quando um Boeing 737, também da Air India Express, se despenhou no aeroporto de Mangalore (sudoeste da Índia), causando a morte a 158 pessoas.

O pior desastre aéreo na Índia ocorreu em 12 de novembro de 1996, quando um voo da Saudi Arabian Airlines colidiu no ar com um voo da Kazakhastan Airlines, perto de Charki Dadri, no estado de Haryana, matando todos as 349 pessoas a bordo dos dois aviões.

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