Os documentos foram rubricados no Kremlin, sede do Governo, no último dia de visita do chefe de Estado moçambicano à Rússia e em que manteve conversações oficiais com o seu homólogo.

Os acordos subscritos por membros dos dois governos dizem respeito às áreas da defesa e segurança, recursos minerais e energia, as quais ambos os países dizem encarar como prioridade no relacionamento bilateral.

Na área da defesa e segurança, Moçambique e Rússia assinaram um acordo para tratamento mútuo de informação classificada e outro para cooperação entre os ministérios do Interior.

No que respeita a recursos minerais e energia, foi subscrito um memorando de entendimento para cooperação técnica na área da geologia e exploração do subsolo.

Foram ainda assinados acordos para estudar a produção de eletricidade e avaliar o aumento de áreas de prospeção de gás e petróleo em Moçambique pela Rosneft, uma das principais empresas petrolíferas do mundo e que tem o Estado russo como maior acionista.

O acordo permite à petrolífera “estudar os dados geológicos disponíveis sobre diversos blocos, em terra e no mar, por forma a examinar o seu potencial e a oportunidade de entrar em projetos”, refere em comunicado.

Durante uma troca de palavras entre os dois chefes de Estado perante os jornalistas, Filipe Nyusi agradeceu o apoio da Rússia após os ciclones que em março e abril assolaram Moçambique.

Vladimir Putin desejou sorte a Nyusi nas eleições gerais de 15 de outubro, em que se recandidata à presidência moçambicana, e reiterou o convite para a cimeira Rússia-África, agendada para 24 de outubro em Sochi, cidade russa na costa do mar Negro.

Nyusi confirmou a presença e, em jeito de balanço, classificou a visita que decorre desde terça-feira como “promissora”, pelo interesse demonstrado em Moçambique.

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