A detenção dos doze moçambicanos na República Democrática do Congo (RDC) foi confirmada pelo comandante-geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Bernardino Rafael.

Na terça-feira, num comício na província de Nampula, Bernardino Rafael disse que os 12 jovens foram aliciados por membros de grupos armados para se deslocarem à RDC com a promessa de continuarem os estudos, noticiou esta quarta-feira (12.06) a emissora pública Rádio Moçambique.

Segundo o comandante da PRM, os moçambicanos foram recrutados na província de Nampula, no norte do país, vizinha da província de Cabo Delgado, que tem sido palco de ataques armados por parte de grupos desconhecidos, desde outubro de 2017.

Extradição

O comandante-geral da PRM assinalou que as autoridades moçambicanas estão a enfrentar dificuldades para assegurarem a extradição dos 12 jovens.

Estudos realizados sobre a origem dos grupos armados, que protagonizam ataques no norte de Cabo Delgado, indicam que têm ligações com grupos armados de inspiração jihadista que atuam em algumas partes da RDC.

Este mês, um sítio da internet associado ao Estado Islâmico difundiu um comunicado em que uma filial do grupo na África Oriental reivindicava ter morto um número indeterminado de militares moçambicanos em confrontos em Cabo Delgado.

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