“Eu penso que o júri não estava sensibilizado sobre estes crimes, sobretudo se os três crimes foram ou não cometidos nos Estados Unidos”, afirmou o analista Fernando Lima.

Lima diz que a decisão de ilibar Jean Boustan defraudou a expectativa de muitos moçambicanos, mas considera que em Moçambique, “estamos habituados a que julgamentos aconteçam na praça pública, onde o tribunal de opinião é que é válido”.

“Temos que aprender com a experiência de que nem sempre é assim”, defende Fernando Lima.

O analista Tomás Rondinho também é da opinião de que o júri não estava muito sensibilizado sobre o tipo de crimes cometidos por Jean Boustan, mas, na sua opinião, a absolvição deve-se ao facto de não se ter apurado toda a verdade.

“Provavelmente, o júri não apurou toda a verdade, mas se isso não aconteceu, quem são os culpados e quando e aonde é que esses culpados serão julgados”, interroga-se aquele analista.

Por seu turno, o político Raúl Domingos entende o processo de extradição de Manuel Chang deve prosseguir, e lamenta a absolvição de Jean Boustan, “que aos olhos do cidadão comum, é o principal mentor das dívidas ocultas”.

O também político Yaqub Sibindy diz haver quem pense que com a absolvição de Jean Boustan todas as pessoas detidas no âmbito das dívidas ocultas devem ser consideradas inocentes e que Manuel Chang não deve ser extraditado para os Estados Unidos.

Refira-se que Manuel Chang, antigo ministro moçambicano das Finanças e deputado da Assembleia da República, encontra-se detido na África do Sul, a pedido da justiça norte-americana.

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