Todas as atualizações na hora de Maputo

Os principais acontecimentos até agora:

  • Plataforma "Sala da Paz" atribui vitória a Filipe Nyusi com 72% dos votos;
  • Pelo menos dois mortos durante o processo de apuramento de resultados;
  • Seis assembleias de voto queimadas por simpatizantes da RENAMO no Niassa;
  • Apuramento eleitoral manchado por confrontos em algumas mesas de votação; Polícia da República de Moçambique deteve pelo menos 73 pessoas;
  • CIP prevê abstenção superior a 50% em algumas províncias;
  • Partidos da oposição e organizações da sociedade civil denunciam irregularidades;
  • FRELIMO vence em Berlim;

18:36

Na província de Manica, a FRELIMO e o seu candidato, Filipe Nyusi, arrecadaram 74% dos votos validamente expressos, segundo as tendências do apuramento parcial das eleições. Seguem-se a RENAMO e Ossufo Momade, com 20%, o MDM e Daviz Simango, com 2% e o AMUSI com zero votos. O diretor provincial do STAE, Luciano José, afirma que estes resultados se referem à contagem de 846 assembleias de voto de um total de 1.333. A tendência é referente a 63% dos votos validamente expressos já contabilizados em Manica.

18:32

Em Tete, Ussumane Cassamo, da Comissão Provincial de Eleições, diz não ter conhecimento da falta de afixação de editais em algumas mesas de voto, como foi denunciado pela organização Sala da Paz.

18:23

Em entrevista à DW África, Gil Mulhovo, da Sala da Paz, faz um balanço positivo do dia das eleições em Moçambique, apesar dos dois óbitos e dos vários incidentes verificados. Duas pessoas morreram na província de Nampula. Uma das mortes, por baleamento, ocorreu em Nacala-Porto, enquanto a segunda aconteceu na cidade de Angoche.
Gil Mulhovo lamenta o sucedido e considera que houve "alguns excessos" da polícia em Nampula e na Zambézia. Além dos casos de boletins de voto já preenchidos que foram detetados no dia da votação, a Sala da Paz relata que vários observadores eleitorais foram impedidos de trabalhar em algumas assembleias de voto.

Em termos de abstenção, a plataforma calcula que, para já, esteja na casa dos 50%. A organização não-governamental (ONG) também promete continuar atenta ao período de apuramento de votos e a eventuais "constrangimentos".

17:48

Numa declaração à imprensa, o secretário-geral da FRELIMO, Roque Silva, pediu a todos os moçambicanos a "serenidade necessária", numa altura em que "decorre o apuramento de resultados" e até que "os órgãos competentes façam a sua divulgação". Para Roque Silva, o escrutínio de terça-feira foi um "ganho para todos os moçambicanos", que tiveram, uma vez mais, a oportunidade de escolher os seus dirigentes, fortalecendo a democracia no país. Embora admita o registo de um ou outro caso ilícito, o secretário-geral do partido no poder em Moçambique faz um balanço positivo do processo, destacando o papel dos órgãos eleitorais, além dos observadores. "Aproveitamos para saudar aos mais de 41 mil observadores nacionais e internacionais que, através do trabalho que fizeram, dão mais legitimidade a este processo", acrescentou Roque Silva.

17:41

Em entrevista à DW, Ângela Jorge, representante da Sala da Paz, afirma que muitas mulheres não foram votar por causa de intimidações e clima de violência no país. A responsável lembra ainda que "Moçambique não pertence a um só partido", mas "a todos os moçambicanos".

17:21

Em declarações à agência de notícas France Presse, Egídio Guambe, diretor da Plataforma para a Transparência Eleitoral, e Hermenegildo Mulhovo, porta-voz da Sala da Paz, mostram-se preocupados com a decisão da CNE de publicar apenas os dados completos dentro do prazo legal de 15 dias, recusando anunciar os resultados progressivamente. "A publicação dos resultados leva muito tempo e isso abre caminho a irregularidades e violência", adverte Guambe. "Quanto mais tempo tardar a publicação, mais suspeita e risco de tensão se cria", afirma Mulhovo.

16:50

A PRM diz não ter registo da morte de uma pessoa "baleada e espancada pela polícia" em Nacala-Porto, tal como anunciado pelo CIP e pela Sala da Paz. "A polícia não tem esse registo e, se tivéssemos, seria uma informação relevante", disse Orlando Mudumane, porta-voz do Comando Geral da Polícia da República de Moçambique, em conferência de imprensa, em Maputo, negando a ocorrência.
O caso terá ocorrido na Escola Secundária São Vicente de Paulo, Bairro de Ontupaia, na sequência de distúrbios provocados pela aglomeração de pessoas na assembleia de voto montada no local, segundo o CIP. A Sala da Paz disse também ter sido informada sobre a morte a tiro de uma pessoa na mesma escola, na sequência de escaramuças envolvendo populares e a polícia.

16:37

Os governadores das províncias de Cabo Delgado, Manica e Niassa, em Moçambique, vão reassumir os seus cargos depois de terem suspendido funções para se candidatarem pela FRELIMO, partido no poder, a outras províncias nas eleições gerais de terça-feira. "[Os três governadores] reassumem os cargos a partir de hoje, depois de expirada a dispensa de funções", anunciou a Presidência da República, esta quarta-feira.
A dispensa tinha sido autorizada a 20 de agosto pelo chefe de Estado, Filipe Nyusi. Suspenderam funções para se apresentarem a sufrágio pela Frente de Libertação de Moçambique, o governador de Manica, Manuel Alberto (que concorreu ao mesmo cargo em Nampula), a governadora de Niassa, Francisca Tomás (candidata em Manica), e Júlio Parruque, governador de Cabo Delgado (por Maputo).

16:25

Júlio Calengo, coordenador da organização Sala da Paz, denuncia que, na província de Tete, nos distritos de Mágoe, Moatize e Angónia, há mesas de voto cujos editais não foram afixados, alegadamente por falta de autorização dos diretores dos STAE distritais:

16:15

O MDM na Zambézia diz que está longe de aceitar os resultados preliminares das eleições que, neste momento, ao nível da província, dão vantagem à FRELIMO e ao seu candidato, Pio Matos, com 63% dos votos, seguindo-se o candidato da RENAMO, Manuel de Araújo, com 24% e Luís Boa Vida, do MDM, na terceira posição, com 3%, segundo so STAE na Zambézia.
O porta-voz do partido, Victorino Francisco, disse, em conferência de imprensa, que vai mover um processo crime contra o STAE, devido às inúmeras irregularidades cometidas no processo, nos vários postos de votação da província da Zambézia.

16:10

Dados da Comissão Provincial de Eleições em Inhambane referentes aos 14 distritos da província, indicam que, para a Assembleia da República, nas 141 mesas já processadas, num total de 1.177 mesas e dos 37.271 votos que foram depositados nas urnas, a FRELIMO tem 26.946, o MDM 1.428, a RENAMO 3.962 e o AMUSI 108.
Já para a Assembleia Provincial, a FRELIMO conseguiu 29.576 votos, o MDM 1.644, a RENAMO 4.481 e PARESO 392.

Importa referir que a abstenção continua acima dos 80%.

15:28

Do Niassa, chegam registos do cenário de destruição, após uma noite atribulada. Assembleias de voto, urnas, boletins e outros materiais de votação foram incendiados.

15:18

Enquanto decorre o apuramento dos votos nas mais de 20 mil mesas em todo o país, destaque para uma revelação da CNE: este ano, a comissão deverá abandonar o hábito de outras eleições, em que todos os dias havia atualização dos resultados, à medida que os votos iam sendo contabilizados. "Nós, os órgãos de gestão eleitoral, não vamos fazer desta vez a contagem e divulgação progressiva naquilo que nós chamamos transmissão rápida dos resultados" porque "cria várias interpretações negativas", diz o presidente da Comissão Eleitoral, Abdul Carimo, em entrevista ao CanalMoz:

14:50

A Plataforma Transparência Eleitoral, uma coligação de organizações da sociedade civil moçambicana, afirma que Nampula foi a província com registo de mais incidentes e que os casos em que eleitores foram impedidos de votar ficaram a dever-se, maioritariamente, a erros nos cadernos eleitorais.

14:43

A Polícia da República de Moçambique anunciou hoje a detenção de nove membros da RENAMO que terão tentado retirar urnas num posto de votação no distrito Machanga, em Sofala, e vandalizado infraestruturas. De acordo o porta-voz do comando geral da PRM, que falava em conferência de imprensa em Maputo, as nove pessoas são indiciadas de ter liderado cerca de 300 simpatizantes da Resistência Nacional Moçambicana que terão tentado retirar urnas de votação durante o período de contagem de votos na Escola Primária de Inharingue. "Eles alegaram que queriam controlar os votos, apesar de todos os apelos que deixamos para que as pessoas fossem aguardar pelos resultados em casa", disse Orlando Mudumane.

14:38

Continua o processo de apuramento em algumas mesas de votação na província de Nampula. De acordo com o presidente da Sala da Paz na província, António Mutoa, em vários postos de votação em Angoche o processo de contagem não foi feito ao nível local. Ainda segundo Mutoa, na manhã desta quarta-feira a Polícia lançou granadas de gás lacrimogéneo num dos mercados de Angoche, devido a dificuldades no transporte de material de votação de uma assembleia de voto para as instalações dos órgãos eleitorais. O CESC registou o momento e diz que a PRM visou observadores:

13:45

No Twitter, o CIP volta a dizer que a noite eleitoral foi marcada por violência generalizada e nalguns casos extrema. Na cidade de Quelimane, a polícia disparou várias vezes para o ar para expulsar eleitores que aguardavam pelos resultados. Os eleitores montaram barricadas e queimaram pneus.

13:37

Em Tete, a Comissão Provincial de Eleições disse em conferência de imprensa esta quarta-feira (16.10) que o processo de votação decorreu de forma ordeira em toda a província. Ussumane Cassamo, presidente daquele órgão, afirmou aos jornalistas que houve três mesas de votação que abriram mais tarde em Moatize por motivos de ordem logística.

No distrito de Mágoe, Moatize e Angónia há mesas de votação cujos editais não foram afixados alegadamente porque os presidentes das mesas carecem de autorização dos diretores do STAE ao nível distrital, denunciou a Sala da Paz em Tete.

Segundo o correspondente naquela província, Amós Zacarias, Cassamo afirmou ainda ter tido conhecimento da detenção de quatro observadores da Sala da Paz na terça-feira (15.10), no distrito de Cahora Bassa, e defende que o incidente aconteceu devido à má interpretação da lei por parte dos elementos do STAE do distrito.

13:26

Pelo menos duas pessoas morreram esta noite durante a contagem de votos em Moçambique. O correspondente em Nampula, Sitói Lutxeque, que cita fonte da plataforma "Sala da Paz", indica que os casos ocorreram no distrito de Nacala-Porto e na Ilha de Moçambique. De acordo com dados da polícia moçambicana em Nampula, pelo menos 22 pessoas foram detidas por desordem pública durante a contagem de votos naquela região.

Para António Mutoa, observador e presidente da Sala da Paz em Nampula, estas foram "as piores eleições que Moçambique já teve". "O país regrediu muito em matéria eleitoral. A Comissão Nacional de Eleições (CNE) e o Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE) são os principais causadores dos problemas destas eleições", criticou.

13:18

O STAE diz que o processo de votação das eleições decorreu sem sobressaltos apesar do registo de alguns ilícitos. O diretor-geral daquele organismo público, Felisberto Naife, afirmou que a maioria das assembleias de voto cumpriu com o horário de abertura (7:00). Das 20.162 mesas instaladas ao nível nacional, 7 não abriram. São, na sua totalidade, mesas que montadas em zonas afetadas pelos ataques na província de Cabo Delgado.

Felisberto Naife deixou recomendações aos membros das mesas de voto para garantir uma contagem harmoniosa dos votos.

13:05

A Polícia da República de Moçambique (PRM) anunciou 73 detenções durante a votação e contagem de votos nas eleições gerais de terça-feira, em Moçambique, num processo que classificou, no geral, como "ordeiro e pacífico".

"Na sua maioria, estas pessoas foram detidas por perturbação das mesas de voto", disse Orlando Mudumane, porta-voz do comando geral da PRM, durante uma conferência de imprensa de balanço da operação eleitoral. De acordo com os registos da Polícia, as províncias de Gaza, sul do país, e Nampula, no norte, registaram maior número de pessoas detidas, com 24 e 23, respetivamente, sendo que os restantes casos ocorreram um pouco por todo o país.

12:58

A "Sala da Paz" e a plataforma Monitor acabam de divulgar as suas primeiras projeções com base na leitura dos editais eleitorais. Os resultados preliminares das presidenciais indicam uma clara vitória de Filipe Nyusi (FRELIMO) com 72% dos votos, seguida de Ossufo Momade (21%) e Daviz Simando (5,8%).

A "Sala da Paz" considera que as eleições decorreram num "ambiente de paz e tranquilidade" e recomenda aos partidos políticos, bem como aos cidadãos, que mantenham o "ambiente de calma e tranquilidade" até serem conhecidos os resultados finais oficiais.

12:47

Em Inhambane, o STAE acaba de divulgar à comunicação social os dados de 139 mesas de voto já apuradas, de um total de 1.177 postos. Segundo aquele órgão, registou-se uma abstenção de 94.16%. Existem 657.142 eleitores inscritos naquela província.

Filipi Nyusi (FRELIMO) segue na frente com 29.368 votos, seguido de Ossufo Momade (RENAMO) com 4.380 votos, Daviz Simango (MDM) com 1.571 e Mário Albino (AMUSI) com 271 votos.

12:42

O CIP continuar a dar conta de irregularidades no processo eleitoral, nomeadamente a expulsão de um dos seus observadores durante a contagem de votos na Zambézia.

12:30

Na Zambézia, escrutinadores denunciam agressões físicas e ameaças de morte protagonizadas por agentes da polícia durante esta madrugada, no posto de votação de Dualia, distrito de Namacurra. O caso ocorreu quando os escrutinadores tentavam alegadamente impedir a entrada de uma pasta cheia de votos, trazida por um agente da polícia e dois civis, relata o correspondente no local, Marcelino Mueia, que cita fontes locais.

12:25

Numa nota de imprensa, o CIP confirma que houve assembleias de voto e urnas incendiadas no Niassa esta noite. Segunda aquela organização da sociedade civil, as horas seguintes ao encerramento da votação foram marcadas por "violência generalizada e nalguns casos extrema", no centro e norte do país.

No distrito de Lago, posto administrativo de Maniamba (Niassa), seis assembleias de voto com 4605 eleitores inscritos foram queimadas por supostos simpatizantes da RENAMO "que estavam furiosos com a alegada fraude" eleitoral.

12:16

Em Pemba, a FRELIMO segue com alguma vantagem no apuramento dos resultados, seguindo-se depois a RENAMO, o MDM e o AMUSI. Comando provincial da polícia em Cabo Delgado faz um balanço positivo do pleito.

12:01

Dentro de instantes, a plataforma "Sala da Paz" deverá proceder à leitura do seu relatório final sobre a avaliação do processo de votação.

11:57

Em Namacurra, Zambézia, os membros das mesas de voto, escrutinadores e fiscais continuam a apurar e compilar os resultados eleitorais. Segundo o correspondente na região, Marcelino Mueia, o pessoal administrativo que assegurou a votação está a acusar "um desgaste total" decorrente do sufrágio. Terão recebido 200 meticais (menos de três euros) de subsídio, um valor que consideram insuficiente para fazer face às despesas.

11:34

O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) acaba de divulgar o seu terceiro relatório sobre o pleito. No documento, esta organização dá conta de ameaças de morte e intimidação dos observadores eleitorais durante o encerramento e contagem de votos, cortes de energia durante o apuramento de resultados e o desaparecimento de uma urna eleitoral na Zambézia. Há ainda registo de pessoas que não conseguiram votar devido a problemas com os cadernos eleitorais, frisa o relatório.

O CESC lidera uma equipa de 450 observadores independentes em três províncias: Gaza, Nampula e Zambézia.

11:28

O CIP continua a dar conta de irregularidades durante o exercício do direito de voto. Na mesa 3 do posto de votação de Gueriça, em Derre, na província da Zambézia, foram encontrados boletins diferentes para cada uma das três eleições, pressupondo que haja pessoas que entraram na mesa, votaram no Presidente da República mas não votaram nas Legislativas, nem nas Assembleias Provinciais.

11:21

O processo de contagem de votos continua em Moçambique. Os primeiros resultados parciais são esperados nas próximas horas. Em Berlim, capital da Alemanha, o partido vencedor foi a FRELIMO. Veja o vídeo:

10:58

O projeto da sociedade civil "Txeka-lá", uma plataforma online de partilha de informação, está a acompanhar a publicação dos editais um pouco por todo o país. Na sua página, é possível pesquisar pelo número da mesa de voto e consultar os resultados parciais da votação.

10:46

Em Maxixe e Inhambane, o dia amanheceu calmo. A população retoma as suas atividades normais, sem qualquer indício de manifestações. Os membros dos partidos acompanham o apuramento dos resultados nas assembleias de voto, como constatou o correspondente na região Luciano da Conceição. O comando provincial da polícia em Inhambane deverá pronunciar-se às 12:00 sobre o pleito, devido ao registo de alguns ilícitos, que culminaram, por exemplo, com a detenção de um observador independente em Zavala.

10:35

De Pemba chega a informação de que a contagem de votos dá larga vantagem ao candidato presidencial da FRELIMO, Filipe Nyusi. Segundo o correspondente Delfim Anacleto Uatanle, nos editais afixados na Escola Secundária daquela localidade, Ossufo Momade (RENAMO) surge em segundo lugar.

10:18

Em Moçambique, as primeiras páginas dos jornais desta quarta-feira destacam o decurso do pleito e a aparente ausência de Armando Guebuza no exercício do direito de voto.

10:10

Em Quelimane, a falta de viaturas está a atrasar o processo de contagem de votos. Segundo o jornalista Marcelino Mueia, os escrutinadores da Escola Eduardo Mondlane, naquela cidade, aguardavam a meio da manhã pelo material de votação e por outros membros da assembleia de voto para reiniciar o apuramento eleitoral.

10:00

Em Gaza, os mandatários da RENAMO e do MDM queixam-se de várias irregularidades no processo de votação de terça-feira, nomeadamente por parte de membros do STAE e da polícia local. Segundo fontes ouvidas pelo correspondente na região, Carlos Matsinhe, houve mesmo observadores eleitorais não credenciados a testemunhar o sufrágio.

09:45

Em Tete, as primeiras horas da ressaca eleitoral têm sido de calmia. Em algumas escolas onde estiveram a funcionar as mesas de votação no dia de ontem, a DW África constatou que os editais estão devidamente afixados. O nível de afluência rondou os 50%, segundo o correspondente naquela cidade, Amós Zacarias, que visitou três assembleias de votação na Escola Secundária de Tete (10 mesas), Escola Primária de Nhamabira (sete mesas) e Escola Primária Josina Machel (cinco mesas). Filipe Nyusi (FRELIMO) lidera a contagem, seguido de Ossufo Momade da RENAMO e Daviz Simango (MDM).

09:27

Segundo escreve o jornal "A Verdade" no Twitter, o candidato da RENAMO a Presidente da República, Ossufo Momade, terá apresentado evidências de fraude no ato eleitoral e avisou ao "irmão Nyusi" que "isto não é democracia". "Foi isto que provocou hostilidades militares no passado", asseverou.

09:21

Em Inhambane, já foi colocado em liberdade o deputado da RENAMO José Manteigas. Estava detido desde terça-feira (15.10) no comando distrital de Massinga. A detenção de José Manteigas aconteceu porque o militante do maior partido da oposição moçambicana possuia credencial como observador eleitoral. O documento terá sido emitido por falha do STAE. Manteigas foi detido meia hora depois do início da contagem dos votos em Massinga.

Segundo o correspondente em Inhambane, Luciano da Conceição, a libertação de José Manteigas aconteceu já esta quarta-feira (16.10) de manhã graças à intervenção da Procuradoria-geral da República (PGR) que não encontrou nenhum ilícito eleitoral por parte do deputado, que goza de imunidade parlamentar.

09:13

O CIPdá conta em comunicado de vários atos ilícitos e detenções nos postos de votação no dia das sextas eleições gerais de Moçambique. Pelo menos dois homens foram detidos por fazerem campanha eleitoral no dia do pleito.

09:09

Em Pemba, o STAE prepara-se para dentro de instantes divulgar os primeiros resultados do apuramento parcial das eleições naquela cidade. Segundo o correspondente da DW África no local, Delfim Anacleto Uatanle, a polícia do comando provincial de Cabo Delgado fez um balanço positivo do processo eleitoral no dia de ontem.

08:57

A Rádio Moçambique acaba de publicar no Facebook um apuramento parcial da votação, com base em 870 mesas de voto de todo o país.

O candidato da FRELIMO, Filipe Nyusi, segue na frente (198.485 votos), seguido de Ossufo Momade da RENAMO (53.482) e Daviz Simango do MDM (14.659).

08:55

De Beira, chega-nos o relato do jornalista Arcénio Sebastião. O correspondente da DW África em Sofala dá conta de alguns incidentes naquela região na terça-feira, como uma observadora que foi impedida de aceder à assembleia de voto ou a identificação de um homem que circulava com boletins de voto já votados.

08:45

Em Inhambane, a contagem dos votos continua. Nos distritos de Inhassoro, Maxixe, Homoine, Massinga e Inharrime, o candidato à presidência pelo partido FRELIMO, Filipe Nyusi, está à frente, seguido de Ossufo Momade (RENAMO) e Daviz Simango (MDM). Espera-se que no final desta quarta-feira, as comissões distritais de eleições possam iniciar a contagem paralela com os mandatários dos partidos políticos, observadores e jornalistas.

Cerca de metade dos eleitores não terão exercido o seu direito de voto nesta província do sul de Moçambique, segundo relata o correspondente na região, Luciano da Conceição.

08:30

Em comunicado, o CIP revela que pelo menos uma pessoa morreu baleada e espancada pela polícia, no distrito de Nacala-Porto, em Nampula, durante a contagem de votos. O caso deu-se na Escola Secundária São Vicente de Paulo, no Bairro de Ontupaia. A polícia terá disparado vários tiros para dispersar a população que incendiava pneus.

No mesmo posto, outras quatro pessoas foram baleadas nos membros inferiores quando as autoridades policiais tentavam dispersar a multidão.

08:26

No Niassa, cinco mesas da assembleia de voto de Maniamba, distrito do Lago, ficaram reduzidas a cinzas na sequência de tumultos durante o processo de apuramento eleitoral. Segundo fonte local, os distúrbios terão sido causados por membros da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO). Trata-se de um posto administrativo tido como basteão da oposição, a FRELIMO.

08:20

Na província de Manica, dezenas de eleitores de três mesas eleitorais da Escola Primária 25 de Setembro, na cidade de Chimoio, podem não ter exercido o seu direito de voto, porque até as 18:00 do dia de ontem ainda havia longas filas.

Segundo o correspondente da DW África naquela região, o jornalista Bernardo Jequete, um delegado partidário impediu-o de recolher imagens e declarações naquela assembleia de voto. O delegado chamou a polícia acusando o repórter de provocar agitação social, mas a polícia agiu de forma imparcial e não deteve o jornalista.

08:07

Esta manhã, Moçambique amanheceu bem mais calmo, apesar dos confrontos de ontem ao final do dia em algumas regiões do interior. Em Quelimane, a enviada especial da DW África, a jornalista Nádia Issufo, explicou em linhas gerais as expectativas para o dia de hoje.

08:05

Ao final do dia de terça-feira, o CIP citava o Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) que dava conta do uso de granadas de gás lacrimogénio por parte das autoridades policiais. Segundo aquela organização da sociedade civil, em Mocuba, a Polícia da República de Moçambique (PRM) usou gás lacrimogéneo para dispersar os eleitores que reclamavam a ausência dos seus nomes nos cadernos de voto.

07:57

A contagem de votos prossegue esta quarta-feira em Moçambique um pouco por todo o país. No Twitter somam-se algumas publicações sobre o apuramento eleitoral.

07:50

O CIP conta que houve mesas de voto vazias em algumas regiões no dia das eleições. A afluência às urnas não foi a esperada em Gaza, Xai-Xai e Bilene.

07:35

Do distrito do Lago, na província do Niassa, três pessoas foram detidas por desordem pública. De acordo com o porta-voz da polícia Alves Mathe, os três individuos detidos estavam a exigir a contagem de votos na sua presença. Perante esse cenário, a polícia foi chamada a intervir. Na ação, pelo menos um agente ficou ferido e uma viatura daquela força da autoridade foi danificada após o arremesso de pedras. Neste momento, ainda decorre a contagem de votos em toda a província.

07:25

Também já há resultados eleitoriais da votação em Berlim, onde estavam inscritos 377 eleitores, mas apenas 138 votaram. Filipe Nyusi (FRELIMO) foi quem somou mais votos (77), seguido de Ossufo Momade da RENAMO (41) e Daviz Simango do MDM (19). Houve zero votos brancos e um nulo. Quando ao resultado da votação parlamentar, a FRELIMO surge à frente com 69 votos, seguida da RENAMO (45), MDM (17), MJRD (02), PVM (01), PASOMO (01). Registaram-se zero votos em branco e três nulos.

07:20

O Centro de Integridade Pública de Moçambique (CIP) refere que foram intercetados "muitos cidadãos com boletins de votos pré-marcados a favor da FRELIMO e seu candidato presidencial, tentando introduzi-los nas urnas". Segundo aquela organização, o Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE) diz que o assunto é muito sério para ser comentado sem antes investigar e apurar a autenticidade dos boletins.

07:15

Quatro observadores da Sala da Paz foram detidos na noite de terça-feira (15.10) no distrito de Cahora Bassa, na província central de Tete. Segundo o correspondente da DW África na região, Amós Zacarias, os observadores foram detidos alegadamente porque deveriam apresentar-se no STAE distrital, mas compareceram na comissão distrital de eleições. A informação é avançada por Júlio Calengo, coordenador da Sala da Paz em Tete. Já na Escola Secundária Heróis Moçambicanos, na vila de Moatize, os presidentes das mesas de votação recusaram-se a afixar os editais nas assembleias de voto.

07:09

Em Portugal,Ivone Bila, candidata da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) venceu o apuramento de votos em Coimbra com 52 votos. Fonte próxima do grupo técnico que supervisiona o ato eleitoral em Portugal confirma também a vitória de Filipe Nyusi com 59 votos naquela cidade.

Continua a contagem nas duas assembleias de voto instaladas na Embaixada de Moçambique em Lisboa. Os resultados parciais do total das dez mesas de votos em Portugal poderão ser conhecidos ao longo desta quarta-feira (16.10). Em Lisboa, a votação encerrou na terça-feira às 21:00.

Faltava um minuto para essa hora quando o último eleitor depositou o seu boletim na urna. De acordo com as normas, a presidente da assembleia de voto na Embaixada de Moçambique decretou o fecho do ato de votação e lacrou as urnas, seguindo-se a destruição dos boletins que não foram utilizados. A votação decorreu com normalidade, sendo que votaram cerca de 80% dos inscritos nos cadernos eleitorais.

07:01

O apuramento parcial dos votos arrancou ontem ao final do dia nas 20.162 mesas de voto das eleições gerais, um processo que pode levar até 15 dias para a divulgação oficial dos resultados. Foi assim nas anteriores eleições gerais, há cinco anos: a votação ocorreu em 15 de outubro e a divulgação de resultados oficiais pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) no dia 30. No Twitter, todas as atenções estão agora na contagem de votos:

07:00

Continua hoje o apuramento dos votos em Moçambique. Um total de 13,1 milhões de eleitores foram chamados às urnas na terça-feira (15.10) para escolher o Presidente da República, 250 deputados do parlamento, dez governadores provinciais e respetivas assembleias. As sextas eleições gerais de Moçambique contaram com quatro candidatos presidenciais e 26 partidos a concorrer às legislativas e provinciais, sendo que só os três partidos com assento parlamentar no país (FRELIMO, RENAMO e MDM) concorrem em todos os círculos eleitorais.

por:content_author: Nuno de Noronha, Maria João Pinto, Raquel Loureiro, Nádia Issufo (Quelimane), Guilherme Correia da Silva, Delfim Anacleto Uatanle (Pemba), Luciano da Conceição (Inhambane), Arcénio Sebastião (Beira), Marcelino Mueia (Quelimane), Amós Zacarias (Tete), Bernardo Jequete (Chimoio), Sitoi Lutxeque (Nampula), Leonel Matias (Maputo), Carlos Matsinhe (Xai-Xai), Cristiane Vieira Teixeira (Berlim), João Carlos (Lisboa)

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