"Para superação destes infortúnios [os ataques armados], contamos com o apoio dos nossos parceiros de cooperação para o combate a estes grupos", disse o governante, falando durante um encontro com os adidos de defesa de vários países no seu gabinete em Maputo.

Para o ministro da Defesa, a cooperação poderá privilegiar a troca de informações, que são fundamentais para a estratégia das forças moçambicanas no combate a estes grupos, que têm protagonizado ataques armados desde outubro de 2017 em Cabo Delgado.

"Esta cooperação pode ser materializada através de trocas de informações pontuais e estratégicas entre várias forças de defesa e segurança", acrescentou Atanásio Ntumuke.

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, exigiu hoje às Forças Armadas do país uma solução rápida para conter a violência armada em Cabo Delgado, no norte do país, considerando que "está ficar tarde".

"Já está a ficar tarde para cuidar deste assunto. Se preciso, voltem à preparação", disse o chefe de Estado moçambicano, falando diante de oficiais do exército que o foram saudar na Presidência da República, no âmbito da 55.ª aniversário das Forças Armadas de Moçambique que se assinalam na quarta-feira.

A província de Cabo Delgado, palco de uma intensa atividade de multinacionais petrolíferas que se preparam para extrair gás natural, tem sido alvo de ataques de homens armados desconhecidos desde outubro de 2017.

Os ataques já causaram a morte de mais de 200 pessoas, entre residentes, supostos agressores e elementos das forças de segurança, segundo dados recolhidos pela Lusa.

O Estado Islâmico tem anunciado desde junho estar associado a alguns destes ataques, mas autoridades e analistas ouvidos pela Lusa em Maputo têm considerado pouco credível que haja um envolvimento genuíno do grupo terrorista 'jihadista' nos ataques, que vá além de algum contacto com movimentos no terreno.

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